Um mundo feito de muitos tons: documentação e problemas com grafismos e pigmentos na Amazônia indígena
DOI:
https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.220941Palabras clave:
Amazônia, Grafismos, Documentação, ConhecimentoResumen
É bastante antiga a prática de coletar grafismos, desenhos e outros repertórios entre povos indígenas na América do Sul. Embora muitos trabalhos tenham discutido o assunto, poucos refletem, a partir de experiências etnográficas, sobre o próprio ato de documentar esse tipo de conhecimento. Neste texto, exponho em detalhes o processo ao longo do qual eu e algumas pessoas Bora na Amazônia Colombiana concebemos e colocamos em prática um projeto de documentação de repertórios gráficos, pigmentos naturais e outros conhecimentos associados. Tal experiência nos levará a refletir sobre a diferente disposição de meus interlocutores e dos financiadores ingleses do projeto frente aos problemas que emergiram. Argumento, assim, que os Bora nos convidam a formular atividades de documentação que combinem a preocupação com a agência de seres não-humanos e com os impactos nas redes de transmissão locais ao desejo de que os conhecimentos sejam, de fato, registrados e armazenados. Eles nos inspiram, em suma, a ficar permanentemente com o problema.
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Referencias
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