¿Cómo se elige un líder Terena?

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.221560

Palabras clave:

Liderazgo Indígena, Terena, Etnología Indígena, Acción Política Amerindia

Resumen

Construido en una interfaz entre la antropología política y la etnología indígena, el presente artículo discute el ejercicio de la jefatura entre los Terena. Más específicamente, se centra en una cuestión que permea la bibliografía etnológica sobre este pueblo indígena: ¿cómo un jefe sucede a otro? ¿Cómo se eligen los líderes en las aldeas terena? La discusión tiene tres objetivos. En primer lugar, busca reconocer de manera general las dos principales categorías utilizadas por los Terena para designar a sus líderes: caciques [jefes] y lideranças [liderazgos]. Luego, tiene como objetivo desmontar antiguos modelos etnológicos que proyectaron una sucesión automática y lineal de la jefatura. Finalmente, pretende construir una propuesta de interpretación alternativa que aboga por que la elección implica una cuidadosa consideración de las múltiples habilidades y conocimientos de los aspirantes a liderar. La reflexión se basa en enunciados y acciones de líderes terena registrados en la investigación de campo o extraídos de la bibliografía.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Referencias

ALMEIDA, Carolina Perini de. 2013. Os troncos, suas raízes e sementes. Dinâmicas familiares, fluxos de pessoas e história em aldeias Terena. Dissertação (Mestrado em Antropologia), Universidade de Brasília, Brasília.

ALTENFELDER SILVA, Fernando, 1949. “Mudança cultural dos Terena”. Revista do Museu Paulista, São Paulo, v. 5, n. 3, p. 271-379.

AZANHA, Gilberto, 2005. “As terras indígenas Terena no Mato Grosso do Sul”. Revista de Estudos e Pesquisas, FUNAI, Brasília, v. 2, n. 1, p. 61-111.

BALDUS, Herbert. 1937. Ensaios de etnologia brasileira. São Paulo, Companhia Editora Nacional.

BALTAZAR, Paulo. 2010. O Processo Decisório dos Terena. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo.

BARRETO, João Paulo. 2013. Wai-Mahsã: peixes e humanos - um ensaio de antropologia indígena. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) – Universidade Federal do Amazonas, Manaus.

BENITES, Eliel. 2014. Oguata Pyahu (uma nova caminhada) no processo de desconstrução e construção da educação escolar indígena da reserva indígena Te’ýiku. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Local) – Universidade Católica Dom Bosco, Campo Grande.

CARDOSO, Wanderley Dias. 2011. A história da educação escolar para o Terena: origem e desenvolvimento do ensino médio na aldeia limão verde. Tese (Doutorado em História) – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto, 1968. Urbanização e tribalismo: a integração dos índios Terena numa sociedade de classes. Rio de Janeiro, Zahar.

CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto, 1960 [1976]. Do índio ao bugre: o processo de assimilação dos Terena. 2. ed. revista. Rio de Janeiro, Livraria Francisco Alves.

CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto, 2002. Os diários e suas margens: viagem aos territórios Terêna e Tükúna. Brasília, Editora UnB.

CLASTRES, Pierre. , 2003 [1974]. A sociedade contra o Estado. São Paulo, Cosac & Naify.

ELOY AMADO, Luiz Henrique. 2019. Vukápanavo. O despertar do povo terena para os seus direitos: movimento indígena e confronto político. Tese (Doutorado em Antropologia Social). Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

ELOY AMADO, Simone. 2016. O ensino superior para os povos indígenas de Mato Grosso do Sul: desafios, superação e profissionalização. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social). Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

FERREIRA, Andrey Cordeiro, 2013. Tutela e resistência indígena: etnografia e história das relações de poder entre os Terena e o Estado Brasileiro. São Paulo, EDUSP.

FLORES, Elciney Paiz. 2018. “Os caciques da aldeia Ipegue (1912-2013)”. Vukápanavo. Revista Terena, n. 1, p. 7-19.

IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2010. “Censo Demográfico 2010: características gerais dos indígenas – resultados do universo”. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Governo Federal.

PEDROZA, Alan Cardec Martins. 1964. “Ordem de serviço 49/64”. Inspetoria Regional 5, Posto Indígena Capitão Vitorino, Serviço de Proteção aos Índios do Ministério da Agricultura, Brasília, 5 ago. 1964.

PEREIRA, Levi Marques, 2009. Os Terena de Buriti: formas organizacionais, e representação da identidade étnica. Dourados: Editora UFGD.

PERRONE-MOISÉS, Beatriz. 2015. Festa e guerra. Tese (Livre-Docência em Etnologia Indígena do Departamento de Antropologia) – Universidade de São Paulo, São Paulo.

RICHARD, Nicolás; COMBÈS, Isabelle. 2015. “O complexo alto-paraguaiense: do Chaco a Mato Grosso do Sul”. In: CHAMORRO, Graciela; COMBÈS, Isabelle (Orgs). Povos indígenas em Mato Grosso do Sul: história, cultura e transformações sociais. Dourados: UFGD, p. 231-48.

ROSA, João Guimarães. 1985. Ave, palavra. 3.ed. Rio de Janeiro, Nova fronteira.

SANT'ANA, Graziella Reis. 2010. Histórias, espaços, ações e símbolos das associações indígenas Terena. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas.

SEBASTIÃO, Lindomar Lilli. 2012. Mulher Terena: dos papéis tradicionais para atuação sociopolítica. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo.

SZTUTMAN, Renato. 2012. O profeta e o principal: ação política ameríndia e seus personagens. São Paulo, Editora da Universidade de São Paulo.

TAUNAY, Alfredo. 1931. Entre os nossos índios. São Paulo, Companhia Melhoramentos de São Paulo.

VARGAS, Vera Lúcia. 2003. A construção do território Terena (1870-1966): uma sociedade entre a imposição e opção. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Dourados.

VIEIRA, Ana Carolina Alfinito. 2017. Social movements and institutional Change: The Pro–Indigenous Struggle for Land Tenure and Citizenship in Brazil (1968-2016). Tese (Doutorado em Sociologia). Universität zu Köln/Max Planck Institute for the Study of Societies, Köln.

VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. 1992. “O campo na selva, visto da praia”. Revista Estudos Históricos, v. 5. n.10, p.170-199.

WACQUANT, Loïc. 2007. “Notas para esclarecer a noção de habitus”. Revista Brasileira de Sociologia da Emoção, v. 6, n. 16, p. 6-17.

Publicado

2024-11-28

Número

Sección

Artículos

Cómo citar

Santos, A. V. dos. (2024). ¿Cómo se elige un líder Terena?. Revista De Antropologia, 67. https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.221560