Los Ejiwajegi y sus colecciones: apuntes sobre autoría, reproducción y transformación de los godídigo

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.227765

Palabras clave:

Kadiwéu, Museus, Acervos etnográficos, Grafismos

Resumen

En el artículo, pretendo describir las redes que conectan a las Ejiwajegi-Kadiwéu con sus colecciones, destacando la agencia del godidigo –los gráficos producidos por mujeres de esta población– y sus antecedentes en la construcción de relaciones.  Por un lado, analizo la importancia de estos dibujos para investigadores no indígenas del “arte kadiwéu”, como Guido Boggiani, Darcy y Berta Ribeiro y Dina Dreyfus y Claude Lévi-Strauss. Por otro lado, reflexiono sobre las consecuencias del encuentro entre los artistas Ejiwajegi y los registros godidigo realizados por los antropólogos. En este sentido, el texto reflexionará tanto sobre el papel de las colecciones etnográficas y los proyectos de documentación de conocimientos indígenas como sobre las consecuencias de este encuentro, que incluyen cuestiones de copia, estilo y autoría.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Referencias

BASQUES, Messias. 2020. Quase irmãos: maestria e território entre os Ejiwajegui do Pantanal. Rio de Janeiro, Tese de Doutorado, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro.

BOGGIANI, Guido. [1895] 1975. Os caduveos. Belo Horizonte, Editora Itatiaia.

BOGGIANI, Guido. 1895. “Tatuaggio o pittura? Studio intorno ad una curiosa usanza delle popolazioni indigene dell’Antico Perù”. Secondo Congresso Geografico Italiano. Roma, Stabilimento Tipografico G. Civelli.

BONILLA, Oiara. 2005. “O bom patrão e o inimigo voraz: predação e comércio na cosmologia Paumari”. Mana. Estudos de Antropologia Social, 11(1): 41-66. https://doi.org/10.1590/S0104-93132005000100002.

CESARINO, Letícia. 2014. “Antropologia multissituada e a questão da escala: reflexões com base no estudo da cooperação sul-sul brasileira”. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, 20(41): 19-50. https://doi.org/10.1590/S0104-71832014000100002.

CESARINO, Pedro. 2017. “Conflitos de pressupostos da Antropologia da Arte. Relações entre pessoas, coisas e imagens”. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 32(93): 1-17. https://doi.org/10.17666/329306/2017.

CHAGAS, Mário. 2009. A imaginação museal: Museu, memória e poder em Gustavo Barroso, Gilberto Freyre e Darcy Ribeiro. Rio de Janeiro, MinC/IBRAM.

COUTO, Ione Helena Pereira. 2009. Armazém da memória da Seção de Estudos do Serviço de Proteção aos Índios – SPI. Rio de Janeiro, Tese de Doutorado, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

DE LA CADENA, Marisol. 2024. Seres-terra: cosmopolíticas em mundos andinos. Brasília, Bazar do Tempo.

DURAN, Maria Raquel da Cruz. 2017. Padrões que conectam: o Godidigo e as redes de socialidade kadiwéu. São Paulo, Tese de Doutorado, Universidade de São Paulo.

DURAN, Maria Raquel da Cruz. 2020. “Godidigo na pele: alcances e limites na estética na onto-epistemologia kadiwéu”. Maloca: Revista de Estudos Indígenas, Campinas, 3(0). https://doi.org/10.20396/maloca.v3i00.14200.

FRIČ, Pavel; FRIČOVÁ, Yvonna. 2000. “Guido Boggiani fotógrafo”. In: FRIČ, Pavel; FRIČOVÁ, Yvonna (org.). Boggiani y el Gran Chaco: una aventura del siglo XIX. Buenos Aires, Museo de Arte Hispanoamericano Isáac Fernández Blanco.

GELL, Alfred. 2001. “A rede de Vogel: armadilhas como obras de arte e obras de arte como armadilhas”. Revista do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRJ, 8(8): 175:191. https://doi.org/10.37235/ae.n8.18.

GELL, Alfred. 2018. Arte e agência: uma teoria antropológica. São Paulo, Ubu.

GIORDANO, Mariana. 2000. “Las múltiples facetas de Guido Boggiani”. In: FRIČ, Pavel; FRIČOVÁ, Yvonna (org.). Boggiani y el Gran Chaco: una aventura del siglo XIX. Buenos Aires, Museo de Arte Hispanoamericano Isáac Fernández Blanco.

GOLDSTEIN, Ilana Seltzer. 2008. “Reflexões sobre a arte ‘primitiva’: o caso do Musée Branly”. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, (29): 279-314. https://doi.org/10.1590/S0104-71832008000100012.

GOW, Peter. 1999. “Piro designs: painting as meaningful action in an Amazonian lived world”. The Journal of the Royal Anthropological Institute, 5(2): 229-246. https://doi.org/10.2307/2660695.

GRAZIATO, Vânia. 2008. Cerâmica kadiwéu – processos, transformações, traduções: uma leitura do percurso da cerâmica kadiwéu do século XIX ao XXI. São Paulo, Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo.

GRIFFITHS, Glyn. 2002. Dicionário da língua ka- diwéu. Kadiwéu – Português. Português – Kadiwéu. Cuiabá, Summer Institute of Linguistics.

GRUPIONI, Luiz Donisete Benzi. 1998. Coleções e expedições vigiadas: os etnólogos no conselho de fiscalização das expedições artísticas no Brasil. São Paulo, Hucitec.

HÉBERT, J. 1907. “Survivances décoratives au Brésil”. Journal de la Société des Americanistes, n.s., 4: 185-191. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/i40184237. Acesso em 22 out. 2025.

HENARE, Amiria; HOLBRAAD, Martin; WASTELL, Sari. 2007. Thinking through things: theorising artefacts ethnographically. Londres, Routledge.

JOLLY, Margaret. 1992. “Specters of inauthenticity”. The Contemporary Pacific, 4(1): 49-72. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/23699843. Acesso em: 5 set. 2025.

KARP, Ivan; KRATZ, Corinne; SZWAJA, Lynn; YBARRA-FRAUSTO, Tomás (eds.). 2006. Museum frictions: public cultures/global transformations. Durham; London, Duke University Press.

KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. 2015. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo, Companhia das Letras.

KOPYTOFF, Igor. 2010. “A biografia social das coisas: a mercantilização como processo”. In: APPADURAI, Arjun (org.). A vida social das coisas: a mercadoria sob uma perspectiva cultural. Niterói, EDUFF.

LAGROU, Els. 2009. Arte indígena no Brasil: agência, alteridade e relação. Belo Horizonte, C/ Arte.

LAGROU, Els. 2015. “Entre xamãs e artistas: entrevista com Els Lagrou”. Revista Usina, 20. ed. Disponível em: https://revistausina.com/2015/07/15/entrevista-com-els-lagrou/. Acesso em: 15 dez. 2023.

LATOUR, Bruno. 2012. Reagregando o social: uma introdução à teoria ator-rede. Salvador, EDUFBA.

LECZNIESKI, Lisiane. 2005. Estranhos laços: predação e cuidado entre os Kadiwéu. Florianópolis, Tese de Doutorado, Universidade Federal de Santa Catarina.

L’ESTOILE, Benoit de. 2003. “O arquivo total da humanidade: utopia enciclopédica e divisão do trabalho na Etnologia francesa”. Horizontes Antropológicos, 9(20): 265-302. https://doi.org/10.1590/S0104-71832003000200014.

LÉVI-STRAUSS, Claude. 1996. Tristes trópicos. São Paulo, Companhia das Letras.

LÉVI-STRAUSS, Claude. 2012. “O desdobramento da representação nas artes da Ásia e da América”. In: Antropologia estrutural. São Paulo, Cosac Naify.

LOYER, Emmanuelle. 2018. Lévi-Strauss. São Paulo, Sesc São Paulo.

MARTINI, André. 2012. “O retorno dos mortos: apontamentos sobre a repatriação de ornamentos de dança (basá busá) do Museu do Índio, em Manaus, para o rio Negro”. Revista de Antropologia, 55(2): 331-355. https://doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2012.46968

PRICE, Sally. 2000. Arte primitiva em centros civilizados. Rio de Janeiro, Editora UFRJ.

RIBEIRO, Darcy. [1980] 2019. Kadiwéu: ensaios etnológicos sobre o saber, o azar e a beleza. Rio de Janeiro, Editora Petrópolis.

RIBEIRO, Darcy. 1983. “Arte índia”. In: ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo, Instituto Walther Moreira Salles; Fundação Djalma Guimarães, pp. 47-87.

RIVASSEAU, Emilio. [1936] 1941. A vida dos Índios Guaycurús: quinze dias nas suas aldeias. São Paulo, Companhia Editora Nacional.

RUSSIO, Waldisa. 2010. Textos e contextos de uma trajetória profissional. Coord. Maria Cristina de Oliveira Bruno. São Paulo, Pinacoteca do Estado de SP, vol. 1.

SÁNCHEZ-LABRADOR, José. [1770-1776] 1910. El Paraguay Católico. Buenos Aires, 2 vols.

SCHWARCZ, Lilia. 2013. “A ‘Era dos Museus de etnografia’ no Brasil: o Museu Paulista, o Museu Nacional e o Museu Paraense em finais do XIX”. In: FIGUEIREDO, B.; VIDAL, D. (eds.). Museus: dos gabinetes de curiosidade à museologia moderna. Belo Horizonte, Fino Traço.

SIQUEIRA JR., Jaime. 1992. Arte e técnica kadiwéu. São Paulo, Secretaria de Cultura.

SIQUEIRA JR., Jaime. 1993. Essa terra custou o sangue de nossos avós: a construção do tempo e espaço Kadiwéu. São Paulo, Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo.

SIQUEIRA JR., Jaime. 2000. “A iconografia kadiwéu atual”. In: VIDAL, Lux (org.). Grafismo indígena: estudos de antropologia estética. São Paulo, Studio Nobel; FAPESP; Edusp, pp. 265-278.

STOCKING JR., George. 1985. Objects and others: essays on museums and material culture. Madison, University of Wisconsin Press.

TAMBASCIA, Christiano; PEIXOTO, Fernanda Arêas; ROSSI, Gustavo. 2022. “Apresentação”. Revista BBM, São Paulo, 4: 12-21, jul./dez.

TOLA, Florencia Carmen. 2013. Ontologia, poder, afectividad. Buenos Aires, Rumbo Sur (Colección etnográfica).

VALENTINI, Luísa. 2013. Um laboratório de antropologia: o encontro entre Mário de Andrade, Dina Dreyfus e Claude Lévi-Strauss. São Paulo, Editora Alameda.

VELTHEM, Lucia Hussak van. 2012. “O objeto etnográfico é irredutível? Pistas sobre novos sentidos e análises”. Boletim Museu Paraense Emílio Goeldi, 7(1): 51-66. https://doi.org/10.1590/S198181222012000100005.

VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. 2018. “A antropologia perspectiva e o método da equivocação controlada”. Aceno – Revista de Antropologia do Centro-Oeste, 5(10): 247-264. Disponível em: https://sumarios.org/artigo/antropologia-perspectiva-e-o-m%C3%A9todo-de-equivoca%-C3%A7%C3%A3o-controlada. Acesso em: 5 set. 2025

Publicado

2026-10-08

Número

Sección

Dosier Colecciones y acervos antropológicos: relaciones y usos indígenas en la actualidad

Cómo citar

Freire, G. (2026). Los Ejiwajegi y sus colecciones: apuntes sobre autoría, reproducción y transformación de los godídigo. Revista De Antropologia, 69, e227765. https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.227765