La amenaza de la Justicia:el papel de la mediación y la judicialización en la gestión del derecho a la salud

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.229312

Palabras clave:

Judicialización de la salud; Mediación; Derechos; Resolución de conflictos; Justicia.

Resumen

La Cámara de Resolución de Conflictos Sanitarios (CRLS) fue creada para ofrecer “soluciones administrativas” a las demandas judiciales en el área de la salud y para controlar un supuesto problema de “judicialización excesiva”. A partir de una etnografía realizada durante trece meses en este órgano, discuto la relación entre mediación y judicialización que establecen las prácticas de gestión de las demandas por el derecho a la salud en el día a día de la institución. Mi argumento central es que la amenaza de la justicia - es decir, la posibilidad de que un caso sea remitido a la Defensoría Pública para su judicialización - funciona como una especie de instrumento de presión y mecanismo de coerción. Al abordar estas cuestiones, pretendo demostrar cómo la gestión de posibles litigios sanitarios es un espacio en el que no sólo se disputan derechos, sino también la atribución de deberes y responsabilidades entre los diferentes agentes y organismos estatales con los que dialoga el CRLS.

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Biografía del autor/a

  • Lucas de Magalhães Freire, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

    Professor Adjunto do Departamento de Antropologia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (ICS/UERJ). Graduado em Ciências Sociais pela UERJ. Especialista em Gênero e Sexualidade pelo Instituto de Medicina Social (IMS/UERJ). Mestre e Doutor em Antropologia Social pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGAS/MN/UFRJ). Tem interesse nas discussões sobre Estado, saúde, políticas públicas, direitos e judicialização.

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Publicado

2026-04-07

Número

Sección

Artículos

Cómo citar

Freire, L. de M. (2026). La amenaza de la Justicia:el papel de la mediación y la judicialización en la gestión del derecho a la salud. Revista De Antropologia, 69. https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.229312