Arquivos pessoais de etnólogos no Brasil e suas redes de relações: cuidado, saudades e respeito
DOI:
https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.221355Palavras-chave:
arquivos pessoais, arquivos etnográficos, pessoa, relação, etnologia indígenaResumo
Este artigo discute questões oriundas de minha pesquisa de doutoramento (Valentini, 2023), na qual descrevi e comentei o tratamento de acervos documentais formados por três antropólogas/os que realizaram pesquisa e ação indigenista entre povos indígenas no Brasil entre os anos 1960 e 2000: os professores Pedro Agostinho da Silva (1937-2022), Lux Vidal (1930-) e Rafael de Menezes Bastos (1947-). Estas questões se referem ao que pode querer dizer o termo pessoa na expressão “arquivos pessoais”, quando se trata especificamente de antropólogas/os que atuam entre povos indígenas sul-americanos —ainda corriqueiramente conhecidos, no Brasil, como etnólogos. Pretende-se uma contribuição para a construção de políticas para acervos relativos a povos indígenas, bem como alimentar uma discussão a respeito da gestão de documentação produzida nas várias atividades realizadas no âmbito da antropologia no Brasil.
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