Além da cronologia: temporalidade, rituais funerários e práticassociais em um cemitério no Nordeste do Brasil

Autores

  • Ana Solari Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas image/svg+xml
  • José María Vaquer Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas image/svg+xml
  • Anne Marie Pessis Fundação Museu do Homem Americano image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.222244

Palavras-chave:

Ancestralidade, Memória Social, Experiência, Manipulação, Mito

Resumo

A arqueologia é uma ciência que tem o tempo como matéria-prima, e onde o tempo é entendido em termos de cronologia. Para superar esta visão limitante, é necessário que a explicação considere as condições históricas específicas sob as quais as pessoas agiram. Evidências arqueológicas podem indicar a forma como as práticas foram sustentadas ao longo do tempo, contribuindo para a reprodução de um sistema social. Um dos contextos em que se cria a reprodução social são os rituais funerários. Aqui discutimos as relações entre práticas sociais e temporalidade a partir da interpretação do sítio cemitério Toca do Enoque, no Piauí, utilizado por grupos caçadores-coletores no Holoceno Médio e Superior. Propomos que as práticas rituais que estruturaram as sepulturas visam dar uma visão de sincronia das práticas sociais, enquanto a cronologia implica sempre uma visão diacrónica.

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Biografia do Autor

  • Ana Solari, Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas

    Graduada em Antropologia (orientação Arqueologia) na Universidade de Buenos Aires, tem Mestrado e Doutorado em Antropologia Física e Forense na Universidade de Granada. No Brasil nos últimos anos fez pesquisa em Bioarqueologia para o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Arqueologia, Paleontologia e Meio Ambiente do Semi-árido do Nordeste do Brasil e a Fundação Museu do Homem Americano com bolsas de Pesquisador Visitante I CNPq, DCR-FAPEPI/INCT-INAPAS. Suas principais linhas de pesquisa são Antropologia Biológica, Bioarqueologia, Arqueotanatologia, Arqueologia Mortuária e Arqueologia Funerária.

  • José María Vaquer, Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas

    Doctor en Arqueología (Universidad de Buenos Aires, Argentina), Investigador Adjunto del Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET – Argentina). Profesor Adjunto de Historia de las Artes Visuales en la Universidad Nacional del Arte (UNA – Argentina). Dictó varios seminarios de grado y de posgrado en la Universidad de Buenos Aires. Su especialidad es la Arqueología del Paisaje en la vertiente hermenéutica, trabajando también en Teoría Arqueológica y las relaciones con las comunidades.

  • Anne Marie Pessis, Fundação Museu do Homem Americano

    Doutorado em Antropologia Visual - Université Paris I (Panthéon-Sorbonne). Doutorado de Estado em Letras e Ciências Humanas (Pré-história) - Université Paris X (Nanterre). Diretora Presidente da Fundação Museu do Homem Americano - FUMDHAM. Professora da Universidade Federal de Pernambuco - Programa de Pós-Graduação em Arqueologia. Coordenadora do Instituto Nacional de Arqueologia, Paleontologia e Ambiente do Semiárido - INAPAS / INCT / CNPq. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível 1 A. Atua nas áreas de Arqueologia Pré-histórica, Metrologia Arqueológica e Patrimonial.

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Publicado

2026-10-08

Edição

Seção

Dossiê Antropologia Biológica

Como Citar

Solari, A., Vaquer, J. M., & Pessis, A. M. (2026). Além da cronologia: temporalidade, rituais funerários e práticassociais em um cemitério no Nordeste do Brasil. Revista De Antropologia, 69, e222244. https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.222244