Além da cronologia: temporalidade, rituais funerários e práticassociais em um cemitério no Nordeste do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.222244Palavras-chave:
Ancestralidade, Memória Social, Experiência, Manipulação, MitoResumo
A arqueologia é uma ciência que tem o tempo como matéria-prima, e onde o tempo é entendido em termos de cronologia. Para superar esta visão limitante, é necessário que a explicação considere as condições históricas específicas sob as quais as pessoas agiram. Evidências arqueológicas podem indicar a forma como as práticas foram sustentadas ao longo do tempo, contribuindo para a reprodução de um sistema social. Um dos contextos em que se cria a reprodução social são os rituais funerários. Aqui discutimos as relações entre práticas sociais e temporalidade a partir da interpretação do sítio cemitério Toca do Enoque, no Piauí, utilizado por grupos caçadores-coletores no Holoceno Médio e Superior. Propomos que as práticas rituais que estruturaram as sepulturas visam dar uma visão de sincronia das práticas sociais, enquanto a cronologia implica sempre uma visão diacrónica.
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