O império do presente: presentismo e espectros da história
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2179-5487.22.2026.242570Palavras-chave:
presentismo, capitalismo tardio, teoria da historia, Mark Fisher, François HartogResumo
O artigo analisa a crise da experiência histórica contemporânea a partir do cruzamento entre a categoria de “regime de historicidade” de François Hartog e o conceito de “realismo capitalista” de Mark Fisher. Por meio de um procedimento metodológico que articula a História dos Conceitos de Reinhart Koselleck, a pesquisa investiga como o presentismo se consolidou como a estrutura temporal do capitalismo tardio, operando uma interdição do futuro e a imobilização da imaginação política. Examina-se o impacto das crises econômicas e das dinâmicas neoliberais na percepção social do tempo, propondo, em diálogo com Giorgio Agamben, a redestinação do presente como espaço de possibilidade messiânica. Conclui-se que a tarefa da historiografia contemporânea reside na convocação dos espectros da história como via para desnaturalizar a paralisia cronológica e reabrir o devir histórico.Downloads
Referências
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