O império do presente: presentismo e espectros da história

Autores

  • Rodrigo Fernandes Vicente Unifesp - Universidade Federal de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2179-5487.22.2026.242570

Palavras-chave:

presentismo, capitalismo tardio, teoria da historia, Mark Fisher, François Hartog

Resumo

O artigo analisa a crise da experiência histórica contemporânea a partir do cruzamento entre a categoria de “regime de historicidade” de François Hartog e o conceito de “realismo capitalista” de Mark Fisher. Por meio de um procedimento metodológico que articula a História dos Conceitos de Reinhart Koselleck, a pesquisa investiga como o presentismo se consolidou como a estrutura temporal do capitalismo tardio, operando uma interdição do futuro e a imobilização da imaginação política. Examina-se o impacto das crises econômicas e das dinâmicas neoliberais na percepção social do tempo, propondo, em diálogo com Giorgio Agamben, a redestinação do presente como espaço de possibilidade messiânica. Conclui-se que a tarefa da historiografia contemporânea reside na convocação dos espectros da história como via para desnaturalizar a paralisia cronológica e reabrir o devir histórico.

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Biografia do Autor

  • Rodrigo Fernandes Vicente, Unifesp - Universidade Federal de São Paulo

    Doutorando em História pelo Programa de Pós-graduação em História da Unifesp (PPGH-Unifesp), é mestre em História pelo mesmo programa, e graduado em História pela Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Unifesp (EFLCH-Unifesp). Atualmente, dedica-se ao estudo da historiografia e teoria social brasileira. Tem como áreas de interesse: História da historiografia, Teoria da história, Teoria social, História dos intelectuais e História da diplomacia brasileira. E-mail: r.vicente@unifesp.br

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Publicado

2026-05-20

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Vicente, R. F. (2026). O império do presente: presentismo e espectros da história. Revista Angelus Novus, 22. https://doi.org/10.11606/issn.2179-5487.22.2026.242570