Los engaños y venenos de las esposas atenienses en el siglo V a.C.: el phármakon como elemento de subversión femenina en la tragedia clásica
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2179-5487.22.2026.246078Palabras clave:
Eurípides, φάρμακον (phármakon), tragedia, transgresión, femeninoResumen
La presente investigación propone analizar de qué forma el discurso trágico de Eurípides concibe el φάρμακον (phármakon) como una zona de conocimiento y resistencia femenina en la Atenas del siglo V AEC. A partir del análisis discursivo propuesto por Fredric Jameson, se concibe la Tragedia Clásica como expresión performática religiosa y política atravesada por el contexto social, económico y político. Por lo tanto, este artículo propone analizar, a través de la tragedia Ión (414–412 AEC) y del fragmento 464 de la obra Las Cretenses (aprox. 438 AEC), la formación de un temor en el imaginario ateniense respecto a la apropiación femenina del φάρμακον (phármakon) como un arma de transgresión en un contexto de intensa inestabilidad social.
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