La ley natural y la misión jesuita en Japón: un análisis del discurso misionero durante el Período Inicial (1549–1570)
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2179-5487.22.2026.248739Palabras clave:
misión japonesa, ley natural, JesuitasResumen
Este artículo tiene como objetivo analizar las representaciones elaboradas por los misioneros jesuitas sobre el budismo japonés en el siglo XVI, con especial atención al papel del concepto de “razón natural” en la interpretación de la sociedad japonesa y en la formulación de estrategias de evangelización. Para ello, se analizan principalmente las cartas misioneras, con especial énfasis en los relatos del padre Francisco Xavier (1506–1552), primer superior de la misión japonesa, y del padre Cosme de Torres (1510–1570), cuyos escritos revelan cómo los japoneses fueron descritos como particularmente racionales, lo que justificaría su capacidad para reconocer la verdad de la ley cristiana. Esta percepción fundamentó el uso del diálogo y la persuasión como principales métodos de conversión. El artículo también analiza los debates entre jesuitas y monjes zen, especialmente a partir de los registros de Juan Fernández (1526–1567), en los que se observan divergencias en cuestiones metafísicas, pero una mayor convergencia en temas morales. El análisis evidencia que los misioneros utilizaban categorías de la teología europea, sobre todo aquellas vinculadas al derecho natural, para interpretar la religiosidad japonesa. Por último, se observa que este vocabulario teológico sirvió tanto para legitimar la misión como para orientar prácticas concretas de evangelización, al mismo tiempo que revela la diversidad de discursos entre los propios misioneros y la adaptación de estas ideas al contexto japonés.
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