Experiência e linguagem na filosofia alemã do século XVIII
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2447-9772.i19p68-82Palavras-chave:
Herder, Leibniz, Estética, Experiência, LinguagemResumo
Neste texto, propõe-se uma aproximação de um fragmento do livro “As palavras”, contido em Novos ensaios sobre o entendimento humano (1765), de Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716), a uma passagem análoga do Capítulo I, do Ensaio sobre a origem da linguagem (1772), de Johann Gottfried Herder (1744-1803). Em ambos os textos, os autores abordam de maneiras distintas a linguagem falada a partir da experiência, buscando mostrar que, ao menos residualmente, é possível identificar alguma motivação na linguagem. Em outros termos, significa identificar como o princípio da harmonia pré-estabelecida de Leibniz é incorporado por analogia à teoria da origem da linguagem de Herder, sem que com isso se incorpore necessariamente outros argumentos estranhos ao debate sobre linguagem humana, desdobrando-se em duas noções presentes que se tornam caras à modernidade: corpo e subjetividade.
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