A captura da fugacidade moderna em Hoffmann, Poe e Baudelaire
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2447-9772.i19p211-224Palavras-chave:
Hoffmann, Poe, Baudelaire, Fugacidade, ModernidadeResumo
O presente artigo objetiva analisar a literatura do século XIX, a começar por Ernst Theodor Amadeus Hoffmann e seu pioneirismo em tematizar a modernidade e suas transformações econômicas, sociais e culturais decorrentes da passagem de uma sociedade feudal para uma sociedade capitalista. Em seguida, com Edgar Allan Poe e Charles Baudelaire, observa-se um aprofundamento dos dilemas da modernidade em toda sua beleza embriagante: a velocidade angustiante das transformações e exigências que o capitalismo impõe, a desorientação e desenraizamento do ser humano, os avanços e luxos do ambiente cosmopolita, assim como suas desigualdades. Nesse contexto, é possível compreender como as diferenças entre as cidades de Berlim, Londres e Paris influenciaram as escritas de cada um: por ser o berço da Revolução Industrial, Londres mecaniza a subjetividade do ser humano de maneira mais forte, enquanto Paris ainda permite o vagar despropositado do flâneur, e Berlim, mais incipiente, fixa sua observação na diversidade de uma feira.
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