Qualidade da cocaína traficada em 1997 na cidade de São Paulo, Brasil

Autores

  • Débora Gonçalves de Carvalho Medicolegal Institute, São Paulo; Forense Toxicology Section
  • Antonio Flávio Mídio University of São Paulo; College of Pharmaceutical Sciences, Toxicology

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1516-93322003000100007

Palavras-chave:

Cocaína, Droga de rua, Adulterantes, Diluentes

Resumo

Teores de cocaína e adulterantes bem como vários diluentes foram determinados em 389 amostras de pó branco apreendidas na cidade de São Paulo, no ano de 1997. Cocaína e seus adulterantes foram analisados por cromatografia em camada delgada, cromatografia em fase gasosa (detetor de ionização de chama) e cromatografia em fase gasosa acoplado a espectrometria de massa (CG/MS). Diluentes foram analisados através de "spot tests" e da cromatografia em camada delgada. Foram obtidos os seguintes resultados: em 4,4% das amostras não foram detectados cocaína e adulterantes; de todas as amostras positivas para cocaína, 14% não continham mais que 200 mg/g de pó; em 70% a pureza da cocaína variou de 201 a 550 mg/g e em 16% não foi maior que 700 mg/g. Os anestésicos locais lidocaína e procaína foram detectados em 19 amostras em concentrações que variaram de 10 a 602 mg/g de pó. Cafeína foi encontrada em duas amostras. Os principais diluentes detectados foram: carbonatos e bicarbonatos, silicatos, açúcares, amido, borato e sulfatos. Contaminantes (produtos secundários) originários do refino da pasta de coca ou de processos de decomposição não foram analisados.

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Publicado

2003-03-01

Edição

Seção

Trabalhos Originais

Como Citar

Qualidade da cocaína traficada em 1997 na cidade de São Paulo, Brasil. (2003). Revista Brasileira De Ciências Farmacêuticas, 39(1), 71-75. https://doi.org/10.1590/S1516-93322003000100007