Relação da frequência cardíaca, percepção subjetiva de esforço e da potência no pedalar no desempenho do triathlon
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1981-4690.2026e40243486Palavras-chave:
Triathlon, Treinamento desportivo, Fadiga, Efeito residual, Desempenho desportivoResumo
No triathlon, modalidade composta por etapas sequenciais, compreender as influências fisiológicas e de desempenho é fundamental, especialmente porque a escolha do ritmo constitue um dos principais determinantes do sucesso, além da regulação da fadiga. Nesse contexto, investigar as interações do pedalar e do desempenho subsequente no correr é essencial para otimizar o resultado global. O estudo teve como objetivo analisar o efeito da intensidade do pedalar no desempenho subsequente, e o tempo total no triathlon na distância sprint. Participaram sete atletas do sexo masculino (39,6 ± 7,8 anos; 1,77 ± 0,09 m; 78,1 ± 12,2 kg). Os atletas realizaram um teste de potência de limiar funcional (FTP20) e mais dois simulados distintos de triathlon sprint, com intervalo de 48 horas entre o teste e entre simulados. Foram analisadas a potência (W), frequência cardíaca (FC), percepção subjetiva de esforço (PSE), e o tempo total despendido. Os instrumentos utilizados foram: RacerMate Computrainer Stationary, Cronômetro Finis 300 Stopwatch, Aplicativo Polar Beat, Fita Cardíaca Polar H10, e Escala Borg e Noble (PSE). A análise estatística foi realizada por meio do software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 22.0, e significância de p ≤ 0,05. No simulado realizado na intensidade correspondente ao FTP, observou-se maior potência, FC e velocidade no pedalar, porém com prejuízo subsequente no desempenho do corer. Apesar disso, o tempo total foi inferior nessa condição. Os achados indicam que sustentar maior intensidade no pedalar, mesmo com impacto negativo no correr, pode favorecer o desempenho global em provas de triathlon sprint.
Downloads
Referências
1. Domingues Filho LA. Triathlon. Rio de Janeiro: Sprint; 1995.
2. Fortes JBP. Análise quantitativa dos tempos despendidos nas transições das provas de triathlon olímpico e sua relação com o resultado [trabalho de conclusão de curso]. Campinas: Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação Física; 2004.
3. Bentley DJ, Millet GP, Vleck VE, et al. Specific aspects of contemporary triathlon: implications for physiological analysis and performance. Sports Med. 2002;32(6):345-59.
4. González-Haro C, Galilea PA, Drobnic F, et al. Validation of a field test to determine the maximal aerobic power in triathletes and endurance cyclists. Br J Sports Med. 2007;41:174-9.
5. Silva Neto LV, Smirmaul BDPC, Pignata BH, et al. Efeito do nadar sobre o desempenho do pedal e corrida no triathlon super-sprint. Rev Educ Fís UEM. 2014;25(1):45-51.
6. Pignata BH. Estresse e ansiedade de atletas em treinamento para o IRONMAN [dissertação]. Campinas: Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação Física; 2019.
7. Mouthon L, Mouthon B. El triatlón: del principiante al Ironman. Barcelona: Paidotribo; 2002.
8. O’Toole ML. Training for ultraendurance triathlons. Med Sci Sports Exerc. 1989;21:209-13.
9. Peeling PD, Landers GJ. Swimming intensity during triathlon: a review of current research and strategies to enhance race performance. J Sports Sci. 2009;27(10):1079-85.
10. Delextrat A, Brisswalter J, Hausswirth C, et al. Does prior 1500-m swimming affect cycling energy expenditure in well-trained triathletes? Can J Appl Physiol. 2005;30(4):392-403.
11. Bonacci J, Saunders PU, Alexander M, et al. Neuromuscular control and running economy is preserved in elite international triathletes after cycling. Sports Biomech. 2011;10:59-71.
12. Ebert TR, Martin DT, Stephens B, et al. Power output during a professional men’s road-cycling tour. Int J Sports Physiol Perform. 2006;1(1):324-35.
13. Abbiss CR, Laursen PB. Describing and understanding pacing strategies during athletic competition. Sports Med. 2008;38(3):239-52.
14. Tucker R. The anticipatory regulation of performance: the physiological basis for pacing strategies and the development of a perception-based model for exercise performance. Br J Sports Med. 2009.
15. Burnley M, Vanhatalo A, Jones AM. Distinct profiles of neuromuscular fatigue during muscle contractions below and above the critical torque in humans. J Appl Physiol. 2012;113:215-23.
16. Edwards RH. Human muscle function and fatigue. In: Human muscle fatigue: physiological mechanisms. 1981;82:1-18.
17. Allen DG, Lamb GD, Westerblad H. Skeletal muscle fatigue: cellular mechanisms. Physiol Rev. 2008;88:287-332.
18. Diefenthaeler F, Bini RR, Vaz MA. Análise da técnica de pedalada durante o ciclismo até a exaustão. Motriz. 2012;18(3):476-86.
19. Hautier CA, Arsac LM, Deghdegh K, et al. Influence of fatigue on EMG/force ratio and cocontraction in cycling. Med Sci Sports Exerc. 2000;32:839-43.
20. Lepers R, Maffiuletti NA, Rochete L, et al. Neuromuscular fatigue during a long-duration cycling exercise. J Appl Physiol. 2002;92:1487-93.
21. Duc S, Betik AC, Grappe F. EMG activity does not change during a time trial in competitive cyclists. Int J Sports Med. 2005;26:145-50.
22. Foster C, Schrager M, Snyder AC, et al. Pacing strategy and athletic performance. Sports Med. 1994;17(2):77-85.
23. Couto PG, Tomazini F, Silva-Cavalcante MD, et al. Contrarrelógio de ciclismo de média distância: determinação e reprodutibilidade de parâmetros derivados da distribuição de potência. Rev Educ Fís UEM. 2015;26(3):443-9.
24. Etxebarria N, Anson JM, Pyne DB, et al. High-intensity cycle interval training improves cycling and running performance in triathletes. Eur J Sport Sci. 2014;14:521-9.
25. Borg GAV, Noble BJ. Perceived exertion. Exerc Sport Sci Rev. 1974;2(1):131-54.
26. Borg G. Psychophysical bases of perceived exertion. Med Sci Sports Exerc. 1982;14(5):377-81.
27. Foster C, Florhaug JA, Franklin J, et al. A new approach to monitoring exercise training. J Strength Cond Res. 2001;15:109-15.
28. Roque JMA. Variabilidade da frequência cardíaca [monografia]. Coimbra: Universidade de Coimbra; 2009.
29. Lepers R, Hausswirth C, Maffiuletti NA, et al. Evidence of neuromuscular fatigue after prolonged cycling exercise. Med Sci Sports Exerc. 2000;32(11):1880-6.
30. Coutts AJ. Practical tests for monitoring performance, fatigue and recovery in endurance athletes. J Sci Med Sport. 2007;10(6):1-6.
31. Halson SL. Monitoring training load to understand fatigue in athletes. Sports Med. 2014;44 Suppl 2:S139-47.
32. Neto JHF, Parent EC, Vleck V, et al. The training characteristics of recreational-level triathletes: influence on fatigue and health. Sports. 2021;9(6):74.
33. Vieira ME, Gonçalves VC, Paes MR, et al. Medidor de potência fisiológica para ciclistas. In: Seminário de Eletrônica e Automação; 2015; Ponta Grossa. UTFPR; 2015.
34. Allen H, Coggan A. Training and racing with a power meter. 2nd ed. Boulder: VeloPress; 2010.
35. Borszcz FK, Tramontin AF, Costa VP. Reliability of the functional threshold power in competitive cyclists. Int J Sports Med. 2020;41(3):175-81.
36. Käch IW, Rüst CA, Nikolaidis PT, et al. The age-related performance decline in Ironman triathlon starts earlier in swimming than in cycling and running. J Strength Cond Res. 2018;32(2):379-95.
37. Wonerow M, Rüst CA, Nikolaidis PT, et al. Performance trends in age group triathletes in the Olympic distance triathlon at the World Championships 2009-2014. Chin J Physiol. 2017;60(3):137-50.
38. Patterson RP, Moreno MJ. Bicycling pedaling forces as a function of pedaling rate and power output. Med Sci Sports Exerc. 1990;22:512-6.
39. Amoroso A, Sanderson DJ, Henning EM. Kinematic and kinetic changes in cycling resulting from fatigue. In: International Congress of Biomechanics; 1993; Paris. p. 94-5.
40. Sanderson DJ, Black A. The effect of prolonged cycling on pedal forces. J Sports Sci. 2003;21:191-9.
41. Khorth W, O’Connor J, Skinner J. Longitudinal assessment of responses by triathletes to swimming, cycling, and running. Med Sci Sports Exerc. 1989;21:569-75.
42. Kuipers H, Keizer H. Overtraining in elite athletes: review and directions for the future. Sports Med. 1988;6:79-92.
43. Fry R, Morton A, Keast D. Overtraining in athletes: an update. Sports Med. 1991;12:32-65.
44. Puggina EF, Tourinho Filho H, Machado DRL, et al. Efeitos do treinamento e de uma prova de triathlon em indicadores de lesão muscular e inflamação. Rev Bras Ciênc Esporte. 2016;38(2):115-23.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2026 Revista Brasileira de Educação Física e Esporte

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Todo o conteúdo da revista, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons (CC-BY)