Ansiedade-estado competitiva em atletas profissionais e amadoras de Futebol feminino

Autores/as

  • Victor Ferreira Lima Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brasil.
  • Erick Francisco Quintas Conde Universidade Federal Fluminense, Campos dos Goytacazes, RJ, Brasil.
  • Gislane Ferreira de Melo Universidade Católica de Brasília, Brasília, DF, Brasil.
  • André dos Santos Costa Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brasil.
  • Romulo Maia Carlos Fonseca Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1981-4690.2023e37178942

Palabras clave:

Ansiedade relacionada ao esporte, Desempenho atlético, Esportes, CSAI-2R

Resumen

O objetivo do estudo foi comparar os níveis de ansiedade-estado competitiva em atletas de futebol feminino profissional e amador. Trata-se de um estudo transversal, onde um total de 41 atletas completou a versão Brasileira reduzida do Competitive State Anxiety Inventory 2 (CSAI-2R), estando estas agrupadas em dois grupos: profissional e amador. O grupo profissional foi composto por 19 atletas (idade = 22,7 ± 4,27; anos de treino = 8,53 ± 3,40) de uma equipe que participava da principal liga nacional da modalidade, onde as atletas não tinham acompanhamento psicológico, realizavam cinco sessões de treino semanais, incluindo sessões de musculação. O grupo amador contou com 22 atletas (idade = 19,6 ± 3,23; anos de treino = 5,04 ± 3,226), também sem acompanhamento psicológico, tendo uma frequência semanal de três treinos, sem sessões de musculação. Os resultados demonstraram que as atletas profissionais apresentaram valores superiores às atletas amadoras nas dimensões de resposta intensidade (p = 0,012), frequência (p = 0,016) e direção (p = 0,021) para a autoconfiança; resultados mais positivos na dimensão de resposta direção para a ansiedade total (p = 0,009) e cognitiva (p = 0,005); além de valores mais reduzidos para a dimensão de resposta frequência da ansiedade cognitiva (p = 0,003). Também foram verificados valores maiores na idade (0,011) para o grupo profissional. Os resultados levam a conclusão que mulheres atletas profissionais apresentam maior autoconfiança, interpretação mais positiva dos estímulos da ansiedade e menor frequência de pensamentos referentes aos sinais da ansiedade competitiva.

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Publicado

2026-02-02

Número

Sección

Artigos Originais - Pedagogia e Comportamento

Cómo citar

Lima, V. F., Conde, E. F. Q., Melo, G. F. de, Costa, A. dos S., & Fonseca, R. M. C. (2026). Ansiedade-estado competitiva em atletas profissionais e amadoras de Futebol feminino. Revista Brasileira De Educação Física E Esporte, 37. https://doi.org/10.11606/issn.1981-4690.2023e37178942