Fatores associados aos domínios da atividade física em pessoas idosas com diabetes atendidas na Atenção Básica de Recife
DOI:
https://doi.org/10.11606/10.11606/issn.1981-4690.2025e39203975Palabras clave:
Idosos, Diabetes Mellitus, Atividade física, Atenção primária a saúdeResumen
Investigar fatores associados à prática de atividade física (AF) em pessoas idosas com diabetes, destacando diferenças entre os ativos e insuficientemente ativos em diferentes domínios. Estudo transversal, que incluiu 163 idosos (≥60 anos) com diabetes tipo 2, que praticavam AF ≥150 minutos/semana, residentes em Recife/PE. Foram excluídos idosos institucionalizados, cadeirantes e aqueles com AF <150 minutos/semana. O Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) foi aplicado para subdividir os participantes em ativos e insuficientemente ativos, avaliando cinco domínios de AF: no trabalho; como meio de transporte; em casa ou apartamento (trabalho, tarefas domésticas e cuidar da família); e em atividades de recreação, esporte, exercício e lazer. Testes estatísticos, incluindo Qui-Quadrado de Pearson, Teste Exato de Fisher e Mann-Whitney, analisaram variáveis categóricas e quantitativas. Variáveis incluíram dados sociodemográficos, clínicos, bioquímicos e antropométricos. O IPAQ adaptado mediu o nível de AF. Os resultados deste estudo destacam as associações entre o nível de AF e diversas características sociodemográficas, de saúde e comportamentais, em diferentes domínios de AF. Ser insuficientemente ativo esteve associado a ser do sexo feminino (p=0,002), não ter companheiro (p=0,024), ter baixa escolaridade (p=0,025) e baixa classe econômica (p=0,023), estar desempregado (p<0,001), considerar a saúde regular ou ruim (p=0,005), ter circunferência da cintura aumentada (p=0,003), entre outros. No domínio de atividades domésticas, ser fisicamente ativo associou-se ao sexo feminino (p<0,001), morar sozinho (p=0,042), comorbidades neurológicas (p=0,028), e não consumir álcool (p=0,031). A identificação de fatores associados à insuficiente AF em idosos diabéticos fornece subsídios para intervenções e políticas de saúde. Os resultados indicam que mulheres, indivíduos sem companheiro, com baixa escolaridade e situação econômica desfavorável são mais propensos à inatividade física. A abordagem diferenciada por domínios revela nuances importantes na relação entre variáveis independentes e níveis de AF, contribuindo para estratégias de promoção da saúde direcionadas e eficazes.
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