Autoeficácia, autoestima e bem-estar subjetivo no esporte: características de atletas competitivos
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1981-4690.2026e40231566Palabras clave:
Psicologia Positiva, Desenvolvimento positivo, Qualidade de vida, Atletas de alto rendimento, Psicologia do EsporteResumen
No esporte contemporâneo, atletas se deparam com diversos desafios capazes de gerar condições estressantes, o que exige o desenvolvimento de recursos pessoais para lidar com adversidades. Nesse contexto, a Psicologia Positiva pode contribuir para a compreensão, o fortalecimento e o desenvolvimento de fatores de proteção, como autoeficácia, autoestima e bem-estar subjetivo, favorecendo o rendimento esportivo e a qualidade de vida. O presente estudo teve como objetivo descrever os níveis de autoeficácia, autoestima e bem-estar subjetivo de atletas competitivos e investigar as correlações entre esses construtos e variáveis sociodemográficas e contextuais. Participaram 95 atletas competitivos brasileiros, majoritariamente homens, com média de idade de 25,88 anos, praticantes de diferentes modalidades esportivas. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário sociodemográfico, da Escala de Autoeficácia Geral, da Escala de Autoestima de Rosenberg e da Escala de Afetos Positivos e Negativos. Os resultados indicaram que a maioria dos atletas apresentou níveis de autoeficácia, autoestima e bem-estar subjetivo iguais ou superiores à média populacional, além de correlações estatisticamente significativas entre esses construtos. Conclui-se que a prática esportiva pode contribuir para a promoção da saúde mental de atletas competitivos, reforçando a importância de intervenções psicológicas voltadas ao fortalecimento desses recursos.
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