Alterações na saturação de oxigênio em jogadores de futebol ao longo de 16 dias na altitude de Quito no Equador (2.683 m)
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1981-4690.2026e40242686Palabras clave:
Altitude, Futebol, Saturação de Oxigênio, Frequência cardíacaResumen
O futebol disputado em grandes altitudes expõe os atletas a condições de hipóxia ambiental, capazes de reduzir a saturação de oxigênio e afetar o desempenho físico. Compreender as respostas fisiológicas iniciais e a evolução da aclimatação é fundamental para o planejamento de treinos e competições. O objetivo deste estudo foi avaliar as alterações na saturação periférica de oxigênio (SaO2) e na frequência cardíaca (FC) de jogadores de futebol sub-20, nativos de baixa altitude, durante 16 dias de exposição a 2.683 metros em Quito, Equador. Foram avaliados vinte atletas de um clube brasileiro de primeira divisão. Medidas de SaO2 e FC em repouso foram coletadas ao nível do mar (3 m) e no 1º, 8º e 16º dias após a chegada à altitude. Utilizou-se oxímetro digital, com análise estatística descritiva e teste t pareado aplicado em comparações planejadas entre cada momento em altitude e o basal (p<0,05). Verificou-se queda significativa da SaO2 de 98,20 ± 1,05% ao nível do mar para 94,65 ± 3,37% no 1º dia, com recuperação parcial para 95,50 ± 2,60% no 8º dia e 95,67 ± 2,80% no 16º dia, sem retorno aos valores basais. A FC permaneceu estável ao longo do período, variando de 74,80 ± 11,19 bpm para 74,95 ± 12,07 bpm, 76,55 ± 13,59 bpm e 75,33 ± 10,09 bpm nos dias avaliados. Os resultados sugerem que a aclimatação inicial melhora parcialmente a SaO2, mas 16 dias não são suficientes para normalização completa. A estabilidade da FC indica que ajustes autonômicos mais acentuados tendem a ocorrer durante o exercício. Conclui-se que a altitude de 2.683 metros provoca redução da SaO2, com recuperação incompleta em duas semanas, reforçando a necessidade de planejamento adequado de aclimatação para preservar o desempenho esportivo.
Descargas
Referencias
1. Buchheit M, Hammond K, Bourdon PC, Simpson BM, Garvican-Lewis LA, Schmidt WF, et al. Relative match intensities at high altitude in highly-trained young soccer players (ISA3600). J Sports Sci Med. 2015;14:98-102.
2. Bondi D, Bhandari S, Verratti V. Case studies in physiology: nocturnal cardiorespiratory adaptive differences between an Italian trekker and a Nepali guide. Physiol Rep. 2020;8(16):e14537.
3. Pham K, Parikh K, Heinrich EC. Hypoxia and inflammation: insights from high-altitude physiology. Front Physiol. 2021;12:676782.
4. Sarikaya M, Öğe B, Embiyaoğlu NM, Selçuk M, Çınar V, Öner S, et al. The acute effects of simulated hypoxic training at different altitudes on oxidative stress and muscle damage in elite long-distance runners. PeerJ. 2025;13:e19338.
5. Parati G, Agostoni P, Basnyat B, Bilo G, Brugger H, Coca A, et al. Clinical recommendations for high altitude exposure of individuals with pre-existing cardiovascular conditions: a joint statement by multiple European societies. Eur Heart J. 2018;39(17):1546-54.
6. Bloch KE, Buenzli JC, Latshang TD, Ulrich S. Sleep at high altitude: guesses and facts. J Appl Physiol. 2015;119:1466-80.
7. West JB. High-altitude medicine. Am J Respir Crit Care Med. 2012;186(12):1229-37.
8. Ekblom B. Applied physiology of soccer. Sports Med. 1986;3(1):50-60.
9. Clark SA, Bourdon PC, Schmidt W, Singh B, Cable G, Onus KJ, et al. The effect of acute simulated moderate altitude on power, performance and pacing strategies in well-trained cyclists. Eur J Appl Physiol. 2007;102(1):45-55.
10. Bärtsch P, Saltin B. General introduction to altitude adaptation and mountain sickness. Scand J Med Sci Sports. 2008;18(Suppl 1):1-10.
11. Ramchandani N, Kumar P, Praveen P, Hasija N, Soni R, Gautam M, et al. Review of athletic guidelines for high-altitude training and acclimatization. Int J Med Students. 2024;12(1):12-20.
12. Sawka MN, Young AJ, Rock PB, Lyons TP, Boushel R, Freund BJ, et al. Altitude acclimatization and blood volume: effects of training and/or exposure on hemoglobin mass. J Appl Physiol. 2000;88(4):u1451-7.
13. Fulco CS, Rock PB, Cymerman A. Physiological responses to high-altitude exposure. Curr Sports Med Rep. 2000;1(6):252-6.
14. Gore CJ, Clark SA, Saunders PU. Soccer activity profile of altitude versus sea-level natives during acclimatization to 3600 m (ISA3600). Br J Sports Med. 2013;47(Suppl 1):i80-5.
15. Levine BD, Stray-Gundersen J. Living high-training low: effect of moderate-altitude acclimatization with low-altitude training on performance. J Appl Physiol. 2005;96(1):51-63.
16. Burtscher M, Gatterer H, Szubski C, Pierantozzi E, Faulhaber M. Intermittent hypoxia and endurance training: a perspective for improving performance and health at sea level and in hypoxia. Front Physiol. 2018;9:846.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Revista Brasileira de Educação Física e Esporte

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.
Todo o conteúdo da revista, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons (CC-BY)