Capitalização de ativos intangíveis gerados internamente e impactos no poder preditivo da informação contábil

Autores

  • Julio Henrique Machado Fucape Business School, Departamento de Contabilidade e Finanças, Vitória, ES, Brasil
  • Fernando Galdi Fucape Business School, Departamento de Contabilidade e Finanças, Vitória, ES, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.1590/1808-057x20252221.en

Palavras-chave:

ativos intangíveis, book-to-market, Fama e French, value investing, SG&A

Resumo

Este artigo teve o objetivo de examinar em que medida a capitalização de ativos intangíveis gerados internamente proporciona uma melhor predição do retorno das ações no mercado brasileiro. A contabilização de ativos intangíveis como despesa tem causado queda na relevância da informação contábil, demandando pesquisas para testar a adaptação de métricas contábeis para aplicação em modelos de risco e retorno. Estudos internacionais têm sido desenvolvidos para testar os efeitos da capitalização desses ativos, mas essa verificação ainda não foi realizada no Brasil. A capitalização de ativos intangíveis gerados internamente proporcionou uma medida contábil mais relacionada com os retornos das ações e também possibilitou selecionar empresas com melhores fundamentos para estratégia de valor. Assim, o estudo é relevante por proporcionar subsídios para discussões sobre o tratamento dedicado a ativos intangíveis gerados internamente. A pesquisa contribui para a academia e participantes do mercado ao proporcionar uma medida alternativa do book value que constitua melhora no conteúdo informacional gerado pela contabilidade. Os achados sugerem que a capitalização de ativos intangíveis gerados internamente melhora o poder preditivo e o conteúdo informacional da contabilidade. A amostra foi composta pelas empresas brasileiras listadas na B3 S.A. – Brasil Bolsa Balcão, de 2011 a 2022. Foram estimados e capitalizados os ativos intangíveis reportados como despesas. O book-to-market (B/M) ajustado foi utilizado em regressões de retorno cross-section e na reconstrução do fator de valor no modelo de cinco fatores. O B/M ajustado pela capitalização de ativos intangíveis gerados internamente apresentou maior relação com o retorno das ações do que o indicador original. A seleção de ações value e growth, pelo B/M ajustado, proporcionou carteiras com maior retorno na estratégia high minus low (HML) e melhor medida para o modelo de cinco fatores. Os melhores resultados foram na posição longa em ações value de HML ajustado e curta em ações growth de HML original.

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Arquivos adicionais

Publicado

2026-08-05

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Machado, J. H., & Galdi, F. (2026). Capitalização de ativos intangíveis gerados internamente e impactos no poder preditivo da informação contábil. Revista Contabilidade & Finanças, 37(101), e2221. https://doi.org/10.1590/1808-057x20252221.en