Persistência das medidas não-GAAP e a qualidade de sua divulgação: evidências em bancos brasileiros
DOI:
https://doi.org/10.1590/1808-057x20262380.enPalavras-chave:
qualidade não-GAAP, persistência, resultado recorrente, bancosResumo
Este artigo teve como objetivo verificar a relação entre a divulgação de informações qualitativas e a persistência das medidas
quantitativas não-GAAP (generally accepted accounting principles – princípios contábeis geralmente aceitos) de resultado
recorrente em bancos brasileiros. Pesquisas anteriores concentram-se, majoritariamente, na efetividade das medidas
quantitativas não-GAAP, como a composição das exclusões. Há escassez de estudos que abordam a qualidade das informações
qualitativas não-GAAP e sua influência sobre as métricas financeiras reportadas. Com a ampliação dos debates sobre a
regulação das informações não-GAAP, esta pesquisa destaca-se ao trazer evidências do contexto bancário brasileiro, no
qual as medidas quantitativas não-GAAP são reguladas, mas não as qualitativas. Os resultados fortalecem os argumentos a
favor da regulação também das divulgações qualitativas.A pesquisa contribui diretamente para os usuários das informações
não-GAAP e para reguladores do mercado bancário, ao indicar que melhorias nas divulgações qualitativas podem elevar
a utilidade e a confiabilidade das métricas quantitativas no processo decisório. Foi utilizado o modelo de persistência dos
lucros de 31 bancos brasileiros (abertos e fechados) que divulgaram informações não-GAAP trimestrais no período de 2010
a 2023. As informações qualitativas foram transformadas em um índice para a análise empírica.
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