Independência em Risco? A influência dos traços de personalidade sombrios na independência do auditor no contexto brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1982-6486.rco.2026.237650Palavras-chave:
Traços de personalidade sombrios., Auditoria, Independência, Tétrade sombria, Contabilidade comportamentalResumo
A independência do auditor é essencial para garantir a credibilidade das informações contábeis no mercado de capitais. Estudos recentes indicam que traços de personalidade sombrios, como narcisismo, maquiavelismo, psicopatia e sadismo, podem comprometer a independência do auditor. Este estudo analisou a influência dos traços de personalidade sombrio na independência do auditor no contexto brasileiro. Para isso, foi realizada uma pesquisa quantitativa e descritiva com 311 auditores associados ao IBRACON, utilizando questionário eletrônico e análise por Modelagem de Equações Estruturais (PLS-SEM). Evidências empíricas dão indícios que os traços de personalidade sombrios influenciam de forma negativa a independência do auditor no ambiente brasileiro. Esses achados reforçam que os traços da Dark Tetrad estão associados a comportamentos como manipulação, autopromoção, desvio ético que comprometem diretamente à independência dos auditores. Identificou-se resultado similar para a influencia dos traços de personalidade sombrio sobre a independência da mente, entretanto não identificou-se efeitos significativos sobre a independência por aparência, o que sugere que, embora esses auditores possam agir de forma parcial ou antiética internamente, mantêm externamente uma imagem de conformidade com os princípios da profissão. Tais evidências reforçam a importância de considerar fatores psicológicos na avaliação da independência profissional do auditor. O estudo contribui para a literatura de contabilidade comportamental e oferece subsídios para firmas de auditoria e reguladores no aprimoramento normas, de políticas de seleção, supervisão e formação ética dos auditores.
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