Avaliação da influência dos stakeholders na proatividade ambiental de empresas brasileiras
DOI:
https://doi.org/10.11606/rco.v7i17.56693Palavras-chave:
Gestão ambiental, Pressão ambiental, Proatividade ambiental, Estratégia, Partes interessadas, SustentabilidadeResumo
O artigo analisa a influência dos stakeholders na proatividade ambiental de empresas brasileiras. A pesquisa foi realizada com 112 empresas brasileiras com o objetivo de testar a hipótese de que a pressão por parte dos stakeholders influencia positivamente as atividades de gestão ambiental das empresas brasileiras. A análise fatorial agrupou os stakeholders nas categorias “mercado” e “não mercado”. Os primeiros participam diretamente da cadeia de suprimento e incluem fornecedores, clientes e concorrentes internacionais e domésticos, empregados, subcontratados e sindicatos. Os stakeholders “não mercado”, por sua vez, não participam diretamente da cadeia de suprimentos e são caracterizados pelos acionistas, governo, mídia e ONGs. Os resultados dos modelos econométricos demonstraram que os stakeholders possuem um efeito significativo e positivo sobre as ações de proatividade ambiental, envolvendo práticas de planejamento, operações e comunicação. Essa pressão é mais efetiva quando proveniente de partes interessadas com influência indireta nas organizações, os denominados stakeholders “não mercado”, demonstrando que as ideias e práticas de sustentabilidade estão cada vez mais presentes nas agendas dos atores sociais, que começam a reconhecer suas interconexões e seu poder de influenciar as empresas na adoção de práticas ambientais proativas.
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