Efeitos da corrupção nas bolsas de valores na Crise Financeira de 2008
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1982-6486.rco.2019.158490Palavras-chave:
Corrupção, Crise Financeira de 2008, Corrupção InstitucionalResumo
O objetivo deste artigo é averiguar se os níveis diferenciados de corrupção se refletiram no comportamento das bolsas de valores ao redor do Mundo na Crise Financeira de 2008. A Teoria da Escolha Institucional indica que se generalizaram práticas financeiras proporcionadoras de grandes ganhos, as quais escondiam elevado risco, no período anterior à Crise. Foram utilizadas informações da Transparency International e do Banco Mundial sobre a corrupção percebida e o nível de governança para uma amostra final de 56 (cinquenta e seis) países. Para esses países, foi identificada a principal bolsa de valores e, para cada uma, o principal índice de bolsa, cujas cotações diárias de final de pregão foram levantadas para o período de 2007 a 2009. Os principais resultados evidenciam que em países com maior corrupção percebida e menor governança a Crise Financeira de 2008 acarretou maior queda acumulada das bolsas de valores, seguida de quebra estrutural mais profunda, aumento da volatilidade e menor previsibilidade da queda. Conclui-se que, de modo geral, os efeitos da Crise Financeira de 2008 foram diferenciados conforme o nível de corrupção percebida e de governança, sendo mais graves nos países em que a corrupção se apresentava mais institucionalizada.
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