Mulheres artificiais contra a corrupção: em busca de legitimidade no Tribunal de Contas da União
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1982-6486.rco.2019.158530Palavras-chave:
Sistemas de Inteligência Artificial, Processos de Auditoria, Teorização, CorrupçãoResumo
Este estudo descreve a busca pela legitimidade de quatro artefatos de tecnologia da informação para auxiliar auditores na vigilância contra fraude e corrupção no Tribunal de Contas da União (TCU). ALICE, ADELE, MONICA e SOFIA são sistemas de Inteligência Artificial (IA) propostos para auxiliar os processos de auditoria no setor público. Um questionário online foi utilizado para reunir as respostas de 60 auditores de todo o Brasil, com entrevistas semiestruturadas com o Diretor de Dados, três desenvolvedores de TI e cinco gerentes de auditoria do TCU selecionados por amostragem intencional (purposive sampling). A pesquisa demonstra que o uso dos sistemas baseados em IA é baixo entre os auditores do TCU devido a um limitado benefício percebido. Embora alguns respondentes reconheçam as vantagens dos sistemas baseados em IA, o seu uso é adiado por uma fraca teorização e difusão em relação ao significado e ao uso desses sistemas dentro da organização; os auditores mostraram uma prioridade no uso dos métodos tradicionais de auditoria em detrimento da inovação digital, restringindo o potencial de controle do uso dos artefatos tecnológicos contra a corrupção.
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