Caracterização Geocronológica Como Ferramenta para Avaliação de Captura Fluvial Ocorrida no Rio Guaratuba, SP, Brasil

Autores

  • Natalia Nunes Patucci Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de Geografia. Programa de Pós - Graduação em Geografia Física
  • Deborah de Oliveira
  • Jamille Santos Conceição Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de Geografia. Laboratório de Geomorfologia
  • Marina de Souza Faria Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de Geografia
  • Carlos Batista Silva
  • Andre Henrique Bezerra dos Santos Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/rdg.v0ispe.143052

Palavras-chave:

Luminescência Opticamente Estimulada (LOE), Espectrometria de Massa por Aceleradores (AMS), Quaternário, Rearranjos Fluviais

Resumo

Esta pesquisa visa corroborar com o estudo de capturas fluviais ocorridas no sudeste brasileiro, especialmente quanto aos materiais de recobrimento superficiais formadores de feições morfológicas fluviais. Foram coletadas amostras das coberturas superficiais dos solos que recobrem o vale seco ou o antigo terraço do rio Guaratuba, região do divisor de bacias entre o alto Guaratuba e Rio Claro, para avaliação granulométrica, morfoscópica, mineralógica e palinológica. As amostras de material arenoso foram submetidas à datação absoluta através do método de Luminescência Opticamente Estimulada (LOE), enquanto as de material orgânico foram submetidas à datação absoluta de 14C via Espectrometria de Massa por Aceleradores (AMS). Os materiais de cobertura foram classificados na análise macromorfológica como Gleissolos, Espodossolos, Organossolos e Cambissolos os quais continham cascalheiras com mais de 1m de profundidade. Ocorre a predominância da fração arenosa em todos os horizontes descritos na análise granulométrica, assim como de quartzo e mica na análise mineralógica. Na análise morfoscópica da fração areia, observou-se o arredondamento dos grãos de quartzo em todos os horizontes, o que indica que esses grãos sofreram no passado erosão mecânica por fluxo de corrente. A avaliação de grãos de pólen fossilizados revelou um total de 6 táxons distintos preservados no vale seco, 1 Gimnosperma e 6 Angiospermas, sendo os sedimentos correspondentes ao Pleistoceno Tardio e Holoceno, o que indica possibilidade de correlação da formação dessa feição com flutuações climáticas. Estudos sistêmicos tornam-se referências importantes ao elucidarem em seus resultados o papel dos materiais formadores de feições morfológicas fluviais decorrentes de capturas.

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Biografia do Autor

  • Natalia Nunes Patucci, Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de Geografia. Programa de Pós - Graduação em Geografia Física

    Graduada no curso de Geografia (Bacharelado e Licenciatura) pela Universidade de São Paulo em 2011. Mestra em Ciências - Área: Geografia Física pela Universidade de São Paulo em 2015 . Atualmente é aluna do curso de doutorado em Geografia Física pela Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Geografia Física, com ênfase em Pedologia e Geomorfologia, atuando principalmente nas seguintes linhas de pesquisa: biodiversidade e sustentabilidade do solo , processos pedogenéticos e morfogenéticos envolvendo a relação solo/relevo e capturas de drenagem.

  • Deborah de Oliveira

    Possui bacharelado em Geografia pela Universidade de São Paulo (1992), licenciatura em Geografia pela Universidade de São Paulo (1993), Mestrado em Geografia (Geografia Física) pela Universidadede São Paulo (1997) e Doutorado em Geografia (Geografia Física) pela Universidade de São Paulo (2003).

  • Jamille Santos Conceição, Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de Geografia. Laboratório de Geomorfologia

    Estagiária do Laboratório de Geomorfologia da Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Educação em Solos , Geomorfologia e Planejamento Ambiental.

  • Marina de Souza Faria, Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de Geografia

    Acadêmica em Geografia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. No Campus da Cidade Universitária no Butantã. Realiza estágio junto ao Monumento Nacional Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos (RESJE - USP) desenvolvendo pesquisa para formação de banco de dados e Iniciação a Pesquisa no tema de Capturas Fluviais.

  • Carlos Batista Silva

    Possui licenciatura plena e bacharelado pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2008), campus de Presidente Prudente/SP. Mestrado em Geografia Física pela Universidade de São Paulo (2012) e Doutorado pela Universidade de São Paulo (2017). Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em climatologia, sobretudo, no desenvolvimento de estudos de variabilidade de larga escala que envolve a interação oceano-atmosfera e suas repercussões espaciais na América do Sul.

  • Andre Henrique Bezerra dos Santos, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo

    André Henrique Bezerra dos Santos é Bacharel e Licenciado em Geografia pela Universidade de São Paulo (2009), Mestre em Geografia Física pela Universidade de São Paulo (2013) e Doutor em Geografia Física pela Universidade de São Paulo (2017). Atualmente é coordenador do Curso de Licenciatura em Geografia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), no qual ministra as disciplinas de: Geologia, Cartografia e Geomorfologia. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geomorfologia, atuando principalmente nos temas: Morfogênese em Estruturas de Impacto e Capturas Fluviais.

     

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Publicado

2018-09-09

Como Citar

Patucci, N. N., Oliveira, D. de, Conceição, J. S., Faria, M. de S., Silva, C. B., & Santos, A. H. B. dos. (2018). Caracterização Geocronológica Como Ferramenta para Avaliação de Captura Fluvial Ocorrida no Rio Guaratuba, SP, Brasil. Revista Do Departamento De Geografia, spe, 43-56. https://doi.org/10.11606/rdg.v0ispe.143052