A atuação dos movimentos socioterritoriais face aos conflitos ambientais no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.11606/eISSN.2236-2878.rdg.2026.229523Palavras-chave:
ações coletivas, resistências, questão ambiental, questão agráriaResumo
O Brasil tem vivenciado, particularmente desde os anos 2000, um avanço sistemático do neoextrativismo sobre territórios camponeses e de povos e comunidades tradicionais. Esse processo tem como pilar as estratégias do capital para se reestruturar, buscando se apropriar e subordinar espaços passíveis de serem dominados e saqueados. Desde essa perspectiva, em geral aportadas pela conformação do poder político, traçam-se ações ofensivas de aprofundamento do neoextrativismo e da territorialização do capitalismo agrário, com profundos rebatimentos nas questões agrária e ecológica. Como consequência dessa problemática estrutural, vivencia-se o aumento dos conflitos ambientais, os quais resultam em distintas estratégias de resistência por parte dos movimentos socioterritoriais. Diante disso, questiona-se como tais movimentos socioterritoriais vêm resistindo aos conflitos ambientais no país. Para compreender essa dinâmica, utiliza-se o banco de dados da Rede DATALUTA, que registra as ações coletivas dos movimentos socioterritoriais agrários, realizadas entre os anos de 2020 e 2023, a partir da coleta de reportagens e notícias veiculadas em jornais do país. Com a análise dos dados coletados, observou-se que várias ações de resistência foram empreendidas pelos movimentos socioterritoriais face ao agravamento dos conflitos ambientais. Nesse contexto, registou-se uma continuidade das disputas por terra, as quais intensificam as lutas políticas e explicitam os diferentes modos de apropriação social do território e da natureza.
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