Ilhas de calor em diferentes camadas atmosféricas urbanas
influência da geometria urbana no microclima local
DOI:
https://doi.org/10.11606/eISSN.2236-2878.rdg.2026.235648Palavras-chave:
Climatologia geográfica, Espaço urbano, Clima urbano, VerticalizaçãoResumo
O ambiente urbano é extremamente complexo e heterogêneo, sendo resultado da interação constante entre diferentes agentes e indivíduos que o produzem e ocupam. Nesse contexto, as condições climáticas associadas à cidade se tornam igualmente complexas e são afetadas diretamente pelas formas espaciais que compõem a urbe. Logo, é necessário o desenvolvimento de estudos que permitam a correlação entre os aspectos morfológicos do urbano e a dinâmica atmosférica local. No contexto dessa análise, partiu-se da hipótese de que a projeção vertical das formas urbanas implica em uma configuração térmica distinta daquela observada em construções mais horizontalizadas. Assim, o presente artigo busca analisar a cidade de Presidente Prudente – localizada no oeste do estado de São Paulo – por meio de um recorte do ambiente urbano local, com o objetivo de identificar diferentes padrões de aquecimento do ar em um perfil vertical em uma mesma área da cidade. Para isso, foram utilizados sensores de temperatura instalados próximos à superfície e outro no topo de um edifício. Assim, identificou-se a formação de ilhas de calor, a partir da comparação dos dados urbanos com uma localidade rural adjacente à malha urbana. A partir dos resultados obtidos, foram elaboradas sugestões de alternativas para a produção do espaço urbano local.
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