Integración de geotecnologías abiertas en el análisis espacio-temporal de asentamientos informales: un estudio de caso en la ciudad de Foz do Iguaçu (PR), sur de Brasil
DOI:
https://doi.org/10.11606/eISSN.2236-2878.rdg.2026.249751Palabras clave:
Geoprocesamiento, Drones, Censo 2022, CBERS-4AResumen
El crecimiento de los asentamientos informales constituye uno de los principales desafíos para la planificación urbana y la gestión territorial en las ciudades brasileñas. Este estudio analiza la evolución espacio-temporal del Asentamiento Universitário, ubicado en Foz do Iguaçu, estado de Paraná, Brasil, mediante la integración de datos censales, registros administrativos y geotecnologías de acceso abierto. Se utilizaron datos del Censo Demográfico de 2022, incluido el Registro Nacional de Direcciones con Fines Estadísticos (CNEFE), información del Sistema de Información sobre Necesidades Habitacionales de Paraná (SISPEHIS), imágenes satelitales del CBERS-4A (sensor WPM) y productos fotogramétricos aéreos obtenidos con drones y procesados mediante técnicas de Structure from Motion (SfM). Los resultados indican que el asentamiento se estableció entre 2021 y 2022, un período caracterizado por la eliminación de la cobertura vegetal, la apertura de vías internas y la rápida expansión de las unidades habitacionales. La integración de estos conjuntos de datos permitió estimar un crecimiento poblacional de aproximadamente 150 habitantes en 2022 a cerca de 485 habitantes en 2025. El estudio demuestra el potencial de la combinación del sensoriamiento remoto, la fotogrametría con drones, los sistemas de información geográfica y las bases de datos públicas para el monitoreo de asentamientos informales, contribuyendo al desarrollo de metodologías de bajo costo para el seguimiento de la expansión urbana y el apoyo a la planificación territorial y a las políticas de vivienda.
Descargas
Referencias
ABREU, M. A. Evolução urbana do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: IPLANRIO, 1994.
ALRASHEEDI, M.; DEWAN, A.; EL-MOWAFY, M. Using local knowledge and remote sensing in the identification of informal settlements in Riyadh City, Saudi Arabia. Remote Sensing, Basel, v. 15, n. 5, 2023. https://doi.org/10.3390/rs15153895.
BONDUKI, N. Origens da habitação social no Brasil. São Paulo: Estação Liberdade, 1998.
BRASIL. Lei nº 13.465, de 11 de julho de 2017.
CARLOS, A. F. A. A cidade. São Paulo: Contexto, 2007.
COHAPAR. A Cohapar. Curitiba, 2026. Disponível em: https://www.cohapar.pr.gov.br/Pagina/Cohapar. Acesso em: jan. 2026.
DARE, P. M.; FRASER, C. S. Cover: Mapping informal settlements using high resolution satellite imagery. International Journal of Remote Sensing, v. 22, n. 8, p. 1399-1401, 2001. https://doi.org/10.1080/01431160120654.
DENALDI, R. Políticas de urbanização de favelas. São Paulo: FAU-USP, 2003.
DUBOVYK, O.; SLIUZAS, R.; FLACKE, J. Spatio-temporal modelling of informal settlement development in Istanbul, Turkey using geospatial techniques. ISPRS Journal of Photogrammetry and Remote Sensing, Amsterdam, v. 66, n. 2, p. 235-246, 2011. https://doi.org/10.1016/J.ISPRSJPRS.2010.10.002
FAN, J.; HEISKANEN, J.; VUOLTEENAHO, J.; SA, H. Game-changers in global slum detection? A review of remote sensing for assessing complexity of informal settlements. International Journal of Remote Sensing, 1–23. https://doi.org/10.1080/01431161.2026.2673192
GAMARRA, R. M. Drones: guia básico para mapeamento aéreo. Campo Grande: Editora UFMS, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/3532. Acesso em: jan. 2026.
GEVAERT, C. M.; SLIUZAS, R.; PERSELLO, C.; VOSSELMAN, G. Opportunities for UAV mapping to support unplanned settlement upgrading. Rwanda Journal, Kigali, v. 1, n. 2, p. 64-81, 2015. https://doi.org/10.4314/rj.v1i2S.4D
HESTRIO, R. et al. Enhanced slum mapping through U-Net CNN and multimodal remote sensing data. Remote Sensing, Basel, v. 17, 2025. https://doi.org/10.1109/LGRS.2025.3601167
HOFMANN, P. Detecting informal settlements from IKONOS image data using methods of object oriented image analysis: an example from Cape Town (South Africa). In: JÜRGENS, C. (Ed.). Remote Sensing of Urban Areas/Fernerkundung in urbanen Räumen, v. 1, p. 41–42, 2001
HOLSTON, J. Insurgent citizenship: disjunctions of democracy and modernity in Brazil. Princeton: Princeton University Press, 2008.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Favelas e Comunidades Urbanas: Sobre a mudança de Aglomerados Subnormais para Favelas e Comunidades Urbanas. Notas Metodológicas n. 01. Rio de Janeiro: IBGE, 2024a.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo 2022: Brasil tinha 16,4 milhões de pessoas morando em favelas e comunidades urbanas. Agência IBGE Notícias, 2024b. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/41797-censo-2022-brasil-tinha-16-4-milhoes-de-pessoas-morando-em-favelas-e-comunidades-urbanas. Acesso em: jan. 2026.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Grade Estatística Censo Demográfico 2022. 2025a. Disponível em: https://mapasinterativos.ibge.gov.br/grade2022/default.html. Acesso em: jan. 2026.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos (CNEFE). 2025b. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/38734-cadastro-nacional-de-enderecos-para-fins-estatisticos.html?=&t=downloads. Acesso em: jan. 2026.
INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/inpe/pt-br/programas/cbers /. Acesso em: jul. 2026.
KOHLI, D.; SLIUZAS, R.; KERLE, N.; STEIN, A. An ontology of slums for image-based classification. Computers, Environment and Urban Systems, Oxford, v. 36, n. 2, p. 154-163, 2012. https://doi.org/10.1016/j.compenvurbsys.2011.11.001
KUFFER, M. et al. The role of Earth Observation in supporting the Sustainable Development Goals for informal settlements. Remote Sensing, Basel, v. 13, 2021. https://doi.org/ 10.3390/rs12060982
LIVENGOOD, A.; KUNTE, K. Enabling participatory planning with GIS: a case study of settlement mapping in Cuttack, India. Environment and Urbanization, London, v. 24, n. 1, p. 77-97, 2012. https://doi.org/10.1177/0956247811434360
MARICATO, E. A cidade do pensamento único. Petrópolis: Vozes, 2000.
MARICATO, E. Para entender a crise urbana. São Paulo: Expressão Popular, 2015.
MATIAS, L. F.; NASCIMENTO, E. DO. Geoprocessamento aplicado ao mapeamento das áreas de ocupação irregular na cidade de Ponta Grossa (PR). Geografia, Rio Claro, v. 31, n. 2, p. 317–330, 2006
PIMENTEL, J. O. C. Moradia digna é mais que um teto e quatro paredes: o papel da localização da habitação social no processo de constituição do direito à cidade. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Arquitetura e Urbanismo) – Universidade Federal da Integração Latino-Americana, Foz do Iguaçu, 2016. Disponível em: https://dspace.unila.edu.br/items/4b0d07aa-8ba0-4259-b433-efdb1fdf878e. Acesso em: jan. 2026.
ONU-Habitat (UN-Habitat). The Challenge of Slums: Global Report on Human Settlements 2003.
PIMENTEL, J. O. C. Quantificação da geração de resíduos da construção e demolição em Foz do Iguaçu considerando a análise espacial da expansão urbana. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Universidade Federal da Integração Latino-Americana, Foz do Iguaçu, 2021. Disponível em: https://dspace.unila.edu.br/items/16945f32-0b97-4cec-8057-5a641f55fe09. Acesso em: jan. 2026.
RIBEIRO, D. G. Metamorfoses na cidade: tensões e contradições na produção e apropriação do espaço urbano em Foz do Iguaçu. 2015. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Toledo, 2015a. Disponível em: https://tede.unioeste.br/handle/tede/2026. Acesso em: jan. 2026.
RIBEIRO, L. C. Q. Metrópoles: entre a coesão e a fragmentação. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2015b.
RIBEIRO, M. F. Memórias do concreto: vozes na construção de Itaipu. Cascavel: EDUNIOESTE, 2002. Disponível em: https://www.historiografia.com.br/tese/3774. Acesso em: jan. 2026.
SANTOS, M. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4. ed. São Paulo: EdUSP, 2008a.
SANTOS, M. A urbanização brasileira. São Paulo: Hucitec, 2008b.
SOUZA, M. L. ABC do desenvolvimento urbano. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011a
SOUZA, A. A. Itaipu e a urbanização da zona de fronteira do Iguaçu: cidade e conjuntos habitacionais da usina hidrelétrica. Dissertação (Mestrado em Urbanismo) – Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2011b. Disponível em: https://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/handle/123456789/16281. Acesso em: jan. 2026.
VALLADARES, L. P. A invenção da favela. Rio de Janeiro: FGV, 2005.
SISPEHIS. Sistema de Informações sobre Necessidades Habitacionais do Paraná. Curitiba: COHAPAR, 2026. Disponível em: https://www.sistemas.cohapar.pr.gov.br/PEHISPUBLICO. Acesso em: jan. 2026.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution BY-NC-SA que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista. A licença adotada enquadra-se no padrão CC-BY-NC-SA.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).