Condicionantes pedológicos ao estabelecimento dos enclaves de Cerrado na Mata Atlântica: o caso do Parque Estadual do Juquery – Franco da Rocha – Sudeste do Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/eISSN.2236-2878.rdg.2025.231336

Palavras-chave:

Enclaves fitogeográficos, Potencial edáfico, Refúgios ecológicos, Parque Estadual do Juquery, Planejamento Ambiental, Mata Atlântica, Paisagem de exceção

Resumo

Estudos sobre as dinâmicas dos elementos da paisagem podem ser aliados importantes para conservação e preservação de biomas. Isso é realçado nas chamadas paisagens de exceção, como o enclave Fitogeográfico de Cerrado localizado no Parque Estadual do Juquery (PEJ), situado no município de Franco da Rocha, na parte Norte da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). O PEJ abriga campos e vegetação arbustiva, e fitofisionomias de cerrado em diversas colinas, contrastando com a paisagem típica desta área, que integra uma região onde predominariam florestas Ombrófilas. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar a influência do solo na distribuição da vegetação. Para tal, foram analisados o solo e a vegetação ao longo de uma topossequência, onde se verificam três fitofisionomias distintas: cerrado stricto sensu no topo da vertente; campo sujo na média vertente; vegetação arbórea de galeria, com fitofisionomia de floresta Ombrófila, no terço inferior da vertente. Os resultados das análises físicas e químicas mostram poucas variações nos solos, geralmente ácidos, lixiviados e pouco desenvolvidos. A variação mais relevante que, de certa forma, acompanha o porte da vegetação, denotando a influência pedológica nas plantas, é a espessura da cobertura pedológica, mais profunda no topo da vertente, enquanto que, na média vertente, os fluxos de água e a vegetação campestre favorecem a erosão, deixando os solos mais delgados. No terço inferior da vertente, o acúmulo de material e a dinâmica do rio são fatores que tornam a relação profundidade do solo com tamanho da vegetação não tão direta quanto nos outros setores da vertente. Nesse contexto, é plausível supor que outros fatores influenciam na variação da vegetação, como o estresse hídrico.

 

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Biografia do Autor

  • Sidneide Manfredini, Universidade de São Paulo

    Sidneide Manfredini. Possui graduação em Agronomia pela Faculdade de Medicina Veterinária e Agronomia de Jaboticabal (1974), mestrado pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura (1977) e doutorado em Solos e Nutrição Mineral de Plantas pela Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz (1983). Atualmente é professor assistente doutor da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em pedologia, atuando principalmente na área das relações solo-planta-atmosfera, solo-relevo e solos urbanos.

  • Claudio Eduardo Andreoti, Universidade de São Paulo

    Doutor em Geografia pela Universidade de São Paulo, pesquisador com experiência na área de Geografia Física, atuando principalmente nos seguintes temas: Agroecologia, Pedologia e Climatologia.

  • Marcos Roberto Pinheiro, Universidade de São Paulo

    Possui graduação em Geografia pela Universidade de São Paulo (2004), além de mestrado (2009) e doutorado (2014) em Ciências (área de concentração: Geografia Física) pela mesma instituição. Atualmente é especialista de nível superior do Laboratório de Pedologia do DG - FFLCH - USP e tem experiência na área de Geomorfologia e Pedologia, atuando principalmente nos seguintes temas: morfotectônica, mapeamento geomorfológico, levantamento de solos e fotointerpretação.

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Publicado

2025-10-23

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Como Citar

Castro, A. M. de, Manfredini, S., Andreoti, C. E., & Pinheiro, M. R. (2025). Condicionantes pedológicos ao estabelecimento dos enclaves de Cerrado na Mata Atlântica: o caso do Parque Estadual do Juquery – Franco da Rocha – Sudeste do Brasil. Revista Do Departamento De Geografia, 45, e231336. https://doi.org/10.11606/eISSN.2236-2878.rdg.2025.231336