Estudos sobre o Maranhão no período da institucionalização à renovação da geografia brasileira (1930-1979)
DOI:
https://doi.org/10.11606/eISSN.2236-2878.rdg.2026.232168Palavras-chave:
Território maranhense, Sociedade, Estudos geográficosResumo
Alinhavando as dinâmicas da formação socioespacial brasileira aos contextos maranhenses, examina-se neste artigo o panorama de estudos sobre a sociedade e o território do Maranhão entre os anos 1930, marcados pela institucionalização da geografia no Brasil, e 1979, no contexto de renovação da disciplina geográfica. Propõe-se uma periodização dessa produção, relacionando-a às transformações da geografia brasileira e às dinâmicas da formação socioespacial brasileira e maranhense. Com base em detalhado levantamento bibliográfico e documental realizado entre os anos de 2017 e 2022 em arquivos físicos e digitais dos estados do Maranhão, Ceará, Pernambuco, Pará, São Paulo e Rio de Janeiro, as informações foram sistematizadas em quadros-síntese, propondo-se três subperíodos. No subperíodo da institucionalização à consolidação da geografia brasileira (1930-1950), predominam os estudos culturais, os mapeamentos de recursos naturais e o papel do IBGE nos levantamentos sobre o Maranhão. No subperíodo de transição da geografia (1951-1970), observam-se as contribuições de geógrafos(as) não maranhenses e de não geógrafos maranhenses. No subperíodo de renovação da geografia (1971-1979), observa-se um adensamento da produção sobre o território e a sociedade maranhense. A complexidade de variáveis movimentadas em torno do estado da arte, expondo relações de poder entre lugares, instituições e sujeitos, revela a importância de pensar a produção e a circulação do conhecimento sobre o Maranhão no âmbito da própria construção do pensamento geográfico brasileiro.
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