Análise espacial de indicadores antropogênicos na Bacia Hidrográfica do Igarapé Xidarini, Tefé (Amazonas - Brasil)
DOI:
https://doi.org/10.11606/eISSN.2236-2878.rdg.2026.239336Palavras-chave:
Médio Solimões, Drenagem superficial, Antropização, MapeamentoResumo
Com o acelerado processo de degradação ambiental, principalmente em áreas florestadas, a exemplo de parte da região amazônica, há a necessidade cada vez mais urgente de realização de pesquisas que busquem compreender de que forma a ação humana está interferindo em um dado recorte espacial. Diante disso, este estudo tem como objetivo investigar, a partir da análise espacial, a situação de indicadores antropogênicos da Bacia Hidrográfica do Igarapé Xidarini (BHIX), uma área úmida localizada no município de Tefé – Amazonas. Metodologicamente, recorreu-se a etapas de atividades de campo, procedimentos de geoprocessamento e sensoriamento remoto e análise de seis indicadores antropogênicos. Foram observadas mudanças na paisagem quando se comparou períodos de seca e de cheia e, a partir disso, as seguintes interferências antrópicas, dentre outras, ficaram mais evidentes: desflorestamento (55,3 km²), principalmente nas cabeceiras de drenagem; barramento/aterramento com cinco feições ao longo do canal principal e, inclusive na foz; lançamento de esgoto in natura com um total de 13 pontos na área urbana; lagos artificiais/açudes com 35 feições voltadas para balneabilidade e piscicultura; mineração/extração mineral com 10 áreas ativas e inativas; além da urbanização/ocupação residencial com 4,76km², desencadeadora de uma série de interferências. Destarte, a pressão do sistema urbano e agrícola deixa evidências antropogênicas que condicionam retroalimentação da evolução e diversificação da pressão humana, a exemplo do desflorestamento e da mineração, impulsionados pela atual forma de uso dos recursos naturais na BHIX.
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