O acesso judicial à atenção especializada do Sistema Único de Saúde na pandemia da covid-19: um caso pernambucano

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9044.rdisan.2026.215929

Palabras clave:

Assistência Médica Ambulatorial, Covid-19, Judicialização da saúde

Resumen

A judicialização da saúde é um objeto complexo bastante estudado pela saúde coletiva e pelas ciências jurídicas e está em crescimento no Brasil. Apesar da presença de estudos investigando o requerimento por medicações pela via judicial, ainda são incipientes pesquisas que tratem do acesso do usuário à assistência ambulatorial por meio do Poder Judiciário. A pandemia da covid-19 provocou rearranjos na rede de saúde, acentuando a dificuldade dos pacientes em terem suas necessidades de saúde atendidas. Nesse sentido, foram analisados os pedidos judiciais encaminhados à Gerência de Regulação Ambulatorial do Estado de Pernambuco, entre os anos de 2020 e 2022. Além da análise descritiva dos dados, foi calculado o tempo médio de espera pela via judicial e pela via regulada das amostras das três especialidades mais requeridas. Os dados revelaram um crescimento, assim como nas pesquisas pré-pandemia, com uma concentração maior em 2022. Noventa e três por cento dos pedidos vieram de dez municípios, sendo sete deles localizados na região metropolitana de Recife. As especialidades mais presentes foram oftalmologia, ressonância magnética e cirurgia ortopédica, convergindo com o relatório do Conselho Nacional de Justiça de 2021 e com pesquisas anteriores à pandemia. Além disso, observou-se que a oftalmologia e a cirurgia ortopédica apresentaram um tempo médio de espera, pela via regulada, inferior  ao da judicial, levantando possíveis razões como a dificuldade na continuidade do cuidado e o registro da fila de espera no cálculo. Sugere-se o desenvolvimento de trabalhos que investiguem os motivos e itinerários terapêuticos dos usuários, possibilitando uma melhor avaliação da rede especializada no estado.

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Biografía del autor/a

  • Rute Abigail Santos da Paz, Fundação Oswaldo Cruz

    Especialização em Saúde Coletiva pelo Programa de Residência Multiprofissional do Instituto de Pesquisa Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz (IAM/Fiocruz).

  • Sidney Feitoza Farias, Fundação Oswaldo Cruz

    Doutorado e mestrado em Saúde Pública pelo Instituto de Pesquisa Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz (IAM/Fiocruz). Professor e pesquisador do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva do IAM/Fiocruz.

  • Virgínia Conceição Nascimento Fernando, Fundação Oswaldo Cruz

    Mestrado em Saúde Pública pelo Instituto de Pesquisa Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz (IAM/Fiocruz).

  • Ana Cláudia Figueiró, Fundação Oswaldo Cruz

    Doutorado em Saúde Pública pelo Instituto de Pesquisa Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz (IAM/Fiocruz). Pesquisadora em Saúde Pública do Departamento de Saúde Coletiva do IAM/Fiocruz.

  • Marcela Alves de Abreu, Fundação Oswaldo Cruz

    Doutorado em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisadora colaboradora do Laboratório de Avaliação de Situações Endêmicas Regionais da Escola Nacional de Saúde Pública “Sérgio Arouca”, da Fundação Oswaldo Cruz (Laser/ENSP/Fiocruz).

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Publicado

07/07/2026

Número

Sección

Jurisprudência em Perspectiva /Estudos de Casos

Cómo citar

Paz, R. A. S. da, Farias, S. F., Fernando, V. C. N., Figueiró, A. C., & Abreu, M. A. de. (2026). O acesso judicial à atenção especializada do Sistema Único de Saúde na pandemia da covid-19: um caso pernambucano. Revista De Direito Sanitário, 26, e0003. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9044.rdisan.2026.215929