A legislação brasileira para dentifrícios e antissépticos bucais: o que mudou em 35 anos?

Autores/as

  • Claudia Silva Gonçalves Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Odontologia, Araçatuba https://orcid.org/0000-0002-6059-5769
  • Suzely Adas Saliba Moimaz Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Odontologia, Araçatuba
  • Tânia Adas Saliba Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Odontologia, Araçatuba https://orcid.org/0000-0003-1327-2913
  • Fernando Yamamoto Chiba Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Odontologia, Araçatuba https://orcid.org/0000-0003-4406-405X

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9044.rdisan.2026.226262

Palabras clave:

Antissépticos Bucais, Dentifrícios, Flúor, Legislação, Vigilância Sanitária

Resumen

Os objetivos desta pesquisa foram examinar o histórico da legislação brasileira para dentifrícios e antissépticos bucais, avaliar a facilidade de acesso, a viabilidade de compreensão dos textos e possíveis lacunas nas normas que regulamentam o tema. Trata-se de um estudo documental, descritivo-exploratório e retrospectivo, realizado por meio de consultas às leis, portarias, decretos e resoluções brasileiras disponíveis para acesso público nas bases de dados do Ministério da Saúde, Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Como resultados foram encontradas quatro portarias e 26 resoluções. Ressalta-se que o primeiro dentifrício fluoretado foi comercializado no Brasil em 1988; portanto, somente a partir de 1989 foram estabelecidas normas regulamentadoras para o uso de compostos de flúor em dentifrícios e antissépticos bucais. Desde então foram diversas atualizações, revogações e disposições. Atualmente, encontra-se vigente a Resolução da Diretoria Colegiada n. 752/2022 da Anvisa. Tal resolução preconiza que seja respeitada a lista restritiva para uso de fluoretos constante na RDC n. 530/2021, assim como a rotulagem dos produtos deve cumprir as normas da Resolução da Diretoria Colegiada n. 646/2022. Concluiu-se que o histórico da legislação brasileira para dentifrícios e antissépticos bucais apresenta-se inserido no período entre 1989 e 2024. As portarias e resoluções que regem o tema são de fácil acesso, com avanços progressivos nas normas para rotulagem. Porém, notou-se maior dificuldade para a compreensão dos textos, pois, hodiernamente, os documentos são disponibilizados em conjunto com todos os outros produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. Ademais, este estudo apontou para brechas na legislação atual em relação a dentifrícios fluoretados, pois não há exigências relacionadas à concentração mínima de fluoretos, tão pouco requisita-se que esses compostos sejam disponibilizados em sua forma iônica, solúvel ao esmalte. Tais lacunas podem dificultar a ação de controle e prevenção da cárie dentária.

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Biografía del autor/a

  • Claudia Silva Gonçalves, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Odontologia, Araçatuba

    Doutoranda no Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva em Odontologia da Faculdade de Odontologia de Araçatuba da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp).

  • Suzely Adas Saliba Moimaz, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Odontologia, Araçatuba

    Professora titular do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva em Odontologia da Faculdade de Odontologia de Araçatuba da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp).

  • Tânia Adas Saliba, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Odontologia, Araçatuba

    Professora associada do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva em Odontologia da Faculdade de Odontologia de Araçatuba da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp).

  • Fernando Yamamoto Chiba, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Odontologia, Araçatuba

    Professor doutor do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva em Odontologia da Faculdade de Odontologia de Araçatuba da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp).

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Publicado

07/07/2026

Número

Sección

Artículos Originales

Cómo citar

Gonçalves, C. S., Moimaz, S. A. S., Saliba, T. A., & Chiba, F. Y. (2026). A legislação brasileira para dentifrícios e antissépticos bucais: o que mudou em 35 anos?. Revista De Direito Sanitário, 26, e0002. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9044.rdisan.2026.226262