Língua e Nação(ões), o Compêndio da gramática da língua nacional de Antônio Coruja
DOI:
https://doi.org/10.14201/reb20241123169183Palavras-chave:
Antônio Álvares Pereira Coruja, língua, nação, gramáticaResumo
O presente artigo tem como objetivo principal investigar o lançamento, em 1835, do Compêndio da gramática da língua nacional, de Antônio Álvares Pereira Coruja, considerado um marco nos estudos linguísticos brasileiros. Pretendemos reconstituir em diferentes planos de análise o lançamento da obra e sua colocação como marco histórico nos anos 1930 para refletir sobre alguns tensionamentos entre língua e nação(ões) nas negociações em torno do recém-fundado Império do Brasil. Consideramos para essa reconstrução histórica centrada em Coruja e no Compêndio o adensamento do “capitalismo editorial” (print capitalism), pensando com Benedict Anderson, as transformações recentes nos sistemas educacional e político, os tensionamentos regionais e elementos da história das ideias linguísticas.
Downloads
Referências
Anderson, B. (2013). Comunidades imaginadas: Reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo. São Paulo: Companhia das Letras.
Andrade, M. de. (2002). Aspectos da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Itatiaia.
Avancini, J. A. (1998). Expressão plástica e consciência nacional na crítica de Mário de Andrade. Porto Alegre: Editora da UFRGS.
Bastos, M. H. C. (2006). A escola e o ensino em Porto Alegre. UNIrevista, 1(2), 1-17.
Blake, A. V. A. S. (1883). Diccionario bibliographico brazileiro. Rio de Janeiro: Typographia Nacional.
Caneca, J. do A. D. (1875). Obras politicas e litterarias de Frei Joaquim do Amor Divino Caneca. Rio de Janeiro: Typ. Mercantil.
Coleção de Leis do Império do Brasil, no artigo 4o, 1 71 (1827).
Coruja, A. A. P. (1996). Antigualhas: Reminiscencias de Porto Alegre. S.l.: Unidade Editorial.
Darnton, R. (2010). O que é a história do livro. In D. Pellizzari (Org.). A questão dos livros: Passado, presente e futuro. São Paulo: Companhia das Letras.
Dias, J. P. (2019). O ensino da língua nacional no século XIX e a constituição da gramatização brasileira: a produção de Antonio Alvares Pereira Coruja. Gragoatá, 24(48), 75–94.
Fávero, L.& Molina, M. (2006). Concepções Linguísticas no Século XIX – A Gramática no Brasil. Rio de Janeiro: Lucerna.
Fausto, B. (2014). História concisa do Brasil. São Paulo: Edusp.
Febvre, L., Martin, H.-J., Basanoff, A., Castro, H. T. e, & Anselmo, A. (2000). O aparecimento do livro. São Paulo: Fundação Calouste Gulbenkian.
Flores, M. (2002). A república Rio-Grandense: Realidade e utopia. Porto alegre: EdIPUC-RS.
Freyre, G. (2010). O escravo nos anúncios de jornais brasileiros do século XIX. São Paula: Global Editora.
Hallewell, L. (1985). O livro no Brasil (sua história). São Paulo: T.A. Queiroz Editor Universidade de São Paulo.
Klein, A. I. (2005). Fronteiras de cristal: Um estudo sobre a memória e a história através das crônicas “Antigualhas: reminiscências de Porto Alegre”. Tese de doutorado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.
Nascentes, A. (1922). O linguajar carioca. S.l.: Süssekind de Mendonça.
Nascentes, A. (1936). Idioma Nacional. S.l.: Livro Machado.
Nascentes, A. (1939). Estudos filosóficos: 1a. série. São Paulo: Civilização Brasileira.
Nascentes, A., Barbadinho Neto, R., & Bechara, E. (2011). Estudos filológicos. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras.
Nascentes, A. de V. (1939). Estudos filologicos. São Paulo: Civilizacão Brasileira.
O mensageiro. (1835, novembro 3). Porto Alegre: Typographia de V. F. de Andrade.
O mensageiro. (1836a, janeiro 15). Porto Alegre: Typographia de V. F. de Andrade.
O mensageiro. (1836b, maio 3). Porto Alegre: Typographia de V. F. de Andrade.
O recopilador liberal. (1835, agosto 26). Porto Alegre: Typographia de V. F. de Andrade.
Pereira, M. E. (2006). Lundu do escritor difícil: Canto nacional e fala brasileira na obra de Mário de Andrade. São Paulo: Ed. UNESP.
Pontes, H. (1998). Destinos mistos: Os críticos do Grupo Clima em São Paulo, 1940-68. São Paulo: Companhia das Letras.
Raffaini, P. T. (2001). Esculpindo a cultura na forma Brasil: O departamento de cultura de São Paulo (1935-1938). São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP.
Rodrigues, A. C. S. (1992). Mário de Andrade e o Projeto “Pronúncias Regionais do Brasil”. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, 0(33), 17.
Schneider, R. P. (1993). A instrução pública no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Editora da UFRGS.
Schwarcz, L. M. (1987). Retrato em branco e negro: Jornais, escravos e cidadãos em São Paulo no final do século XIX. São Paulo: Companhia das Letras.
Villalta, L. C. (2007). O que se fala e o que se lê: Língua, instrução e leitura. In F. A. Novais & L. de M. e Souza (Orgs.). História da vida privada no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2024 Carlos Pires, Juliana Borges

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.