Plano inicial de contenção e medidas não farmacológicas adotadas pelos estados brasileiros no início da pandemia da covid-19
DOI:
https://doi.org/10.14201/reb20241123185200Palavras-chave:
Contenção de riscos biológicos, covid-19, evolução fatal, SARS-CoV-2, ransmissão de doença infecciosaResumo
O objetivo do texto é realizar um levantamento sobre o plano inicial de contenção da covid-19 e as primeiras medidas não farmacológicas adotadas nas diferentes regiões e estados brasileiros no início da pandemia. A metodologia é de estudo documental, que realizou a busca de informações em sites de órgãos oficiais dos estados, das secretarias estaduais de saúde e procuradorias gerais dos estados. Utilizou-se os primeiros decretos emitidos no início da pandemia da covid-19 no Brasil, os quais retratam as “primeiras decisões” a nível de cada estado. Os dados foram analisados por meio da análise de conteúdo. A partir do surgimento dos primeiros casos de covid-19 no país, os 27 estados brasileiros instituíram no período de fevereiro a junho de 2020, por meio de diversos decretos, medidas não farmacológicas e restritivas imediatas relacionadas às atividades comerciais, educacionais, desportivas, culturais, religiosas e científicas, e mantiveram de um modo geral, apenas os serviços considerados essenciais, como instituições e serviços de saúde, farmácias, supermercados, postos de combustíveis, saneamento básico, entre outros. Nesse sentido, as medidas restritivas adotadas foram de grande importância e contribuíram para a instalação da capacidade de atendimento em saúde a nível hospitalar, com algumas diferenças regionais.
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