Da seringueira ao Estado: governança, território, indígenas e a economia da borracha na formação do estado do Acre
DOI:
https://doi.org/10.14201/reb2025122595109Palavras-chave:
Políticas indigenistas, Etnicidade, Brasil republicano, YawanawaResumo
O presente artigo examina as interações entre povos indígenas, colonos e o governo brasileiro durante a formação do estado do Acre, tomando como eixo a expansão da economia da borracha e as políticas expansionistas e integracionistas dirigidas aos povos da região. A intensa migração de seringueiros e os conflitos decorrentes da exploração da seringueira impulsionaram disputas territoriais entre Brasil, Peru e Bolívia. A instalação dos barracões e a consolidação do sistema seringalista produziram encontros nos quais os povos indígenas atuaram como guias, intérpretes e mediadores fundamentais, fornecendo conhecimentos territoriais decisivos para a exploração da borracha. O artigo reinterpreta esse processo sob uma perspectiva etno-histórica, enfatizando a agência indígena na constituição de alianças, confrontos e estratégias que moldaram a ocupação regional. Ao destacar a história dos povos Yawanawa e Noke Koi, propõe uma revisão crítica das narrativas tradicionais, evidenciando o protagonismo indígena na formação histórica e territorial do Acre.
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