Concentração e centralização do complexo econômico industrial da saúde no território brasileiro: articulações interescalares entre lugar, formação socioespacial, mundo

Autores

  • Ricardo Mendes Antas Jr. Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.14201/reb20251225111126

Palavras-chave:

Complexo industrial da saúde, Circuito espacial produtivo, Concentração territorial, Centralização da produção

Resumo

Desde meados do século XX, a produção de insumos médico-hospitalares assumiu crescente centralidade, culminando na formação de complexos industriais da saúde em um número restrito de países, entre os quais o Brasil. Esse setor tornou-se estratégico nas economias capitalistas por seu papel na articulação entre inovação técnico-científica, produção industrial e geração de elevado valor agregado. No território brasileiro, a descentralização do Sistema Único de Saúde (SUS), no que se refere ao acesso aos serviços, não foi acompanhada por uma correspondente desconcentração da base produtiva. Ao contrário, a estrutura industrial da saúde permanece fortemente centralizada em determinadas porções do território, especialmente nas regiões historicamente mais industrializadas. Essa configuração reproduz, em escala nacional, a lógica hierarquizada que organiza os complexos industriais da saúde em escala mundial, marcada pela coexistência entre a dispersão seletiva das plantas produtivas e a centralização do comando produtivo, da inovação e do controle dos fluxos estratégicos de insumos. 

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Biografia do Autor

  • Ricardo Mendes Antas Jr., Universidade de São Paulo

    Professor associado de Geografia da Universidade de São Paulo (USP, Brasil). Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq, Brasil) Modalidade de Produtividade em Pesquisa PQ-1D Processo: 313689/2023-7.

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Publicado

2026-10-28

Edição

Seção

Seção Geral

Como Citar

Concentração e centralização do complexo econômico industrial da saúde no território brasileiro: articulações interescalares entre lugar, formação socioespacial, mundo. (2026). Revista De Estudios Brasileños, 12(25), 111-126. https://doi.org/10.14201/reb20251225111126