Entre a floresta e a diplomacia: a voz indígena nas COPs. Uma análise das demandas e estratégias dos povos indígenas do Brasil nas negociações climáticas
DOI:
https://doi.org/10.14201/reb202512268198Palavras-chave:
Governança climática global, atores não estatais, povos indígenas, Conferência das Partes (COP), justiça climáticaResumo
A governança climática global constitui um campo de disputas no qual os povos indígenas vêm ampliando sua visibilidade, embora ainda enfrentem barreiras estruturais que limitam sua participação plena nos processos decisórios. Este artigo analisa a participação dos povos indígenas brasileiros nas Conferências das Partes (COPs) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Parte-se do pressuposto de que as COPs refletem as contradições de um sistema internacional que frequentemente prioriza interesses estatais e econômicos em detrimento da justiça climática e da proteção dos direitos humanos. Nesse contexto, discute-se o conceito de justiça climática, enfatizando as assimetrias entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento. A análise evidencia que a participação indígena nas COPs tem sido marcada por avanços e desafios, revelando tanto a crescente mobilização transnacional desses povos quanto as limitações institucionais que ainda persistem. Para tanto, o estudo examina os principais referenciais teóricos sobre o tema, bem como os processos de mobilização e resistência indígena. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa, baseada em revisão bibliográfica e análise documental de fontes oficiais e de cobertura jornalística.
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