Eqüidade de gênero e saúde das mulheres

Autores

  • Rosa Maria Godoy Serpa da Fonseca Universidade de São Paulo; Escola de Enfermagem; Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0080-62342005000400012

Palavras-chave:

Eqüidade, Identidade de gênero, Saúde da mulher, Justiça social

Resumo

Inicialmente são contadas duas histórias: uma ocorrida na Idade Média, em Florença, Itália, e outra na década de 90, do século passado, no Rio de Janeiro, Brasil. Ambas referem-se ao princípio da Justiça, o pilar ético da Eqüidade. A partir daí é feita uma análise de gênero da situação de saúde das mulheres e o quanto ela reflete as iniqüidades advindas das condições de desigualdade social a que estão submetidas. Conclui que adotar a eqüidade de gênero como conceito ético associado aos princípios de justiça social e direitos humanos significa re-olhar o cotidiano de milhares de mulheres, indignar-se com o sofrimento e provocar transformações, sem confundir o direito à assistência digna e respeitável por serem, antes de tudo, cidadãs, com o imperativo de tê-las hígidas e produtivas, por serem geradoras e mantenedoras da força de trabalho presente e futura, de quem a sociedade depende para a geração da riqueza social.

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Referências

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Publicado

2005-12-01

Edição

Seção

Estudo Teórico

Como Citar

Fonseca, R. M. G. S. da. (2005). Eqüidade de gênero e saúde das mulheres. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 39(4), 450-459. https://doi.org/10.1590/S0080-62342005000400012