Acidente escorpiônico moderado ou grave: identificação de fatores de risco

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2023-0022pt

Palavras-chave:

Picadas de Escorpião, Fatores de Risco, Enfermagem

Resumo

Objetivo: Caracterizar os acidentes escorpiônicos do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) de Campinas, analisar fatores de risco relacionados à classificação moderada e grave e determinar faixa etária de maior risco para esta classificação. Método: Estudo transversal e retrospectivo, com pacientes atendidos presencialmente pelo CIATox, que sofreram acidente escorpiônico, de janeiro de 2015 a dezembro de 2019. Foi realizada análise descritiva e inferencial. Para a variável idade foi construída uma curva ROC com o intuito de determinar pontos de corte em relação à classificação de gravidade. Foram ajustados modelos de regressão Poisson considerando a classificação de gravidade como variável dependente. Resultados: Foram analisados 754 casos com idade média de 36,05 anos, maioria do sexo feminino e acidentes não ocupacionais ocorridos na zona urbana. O escorpião mais frequente foi o Tityus serrulatus. Os fatores de risco encontrados para maior gravidade foram faixa etária até 22 anos e atendimento prévio em outros serviços de saúde. Conclusão: A faixa etária até 22 anos deve ser usada como fator preditivo de gravidade na avaliação clínica dos pacientes picados por escorpião para realização de manejo adequado dos casos.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

Publicado

2023-10-27

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Takehara, C. A., Lamas, J. L. T., Gasparino, R. C., & Fusco, S. de F. B. (2023). Acidente escorpiônico moderado ou grave: identificação de fatores de risco. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 57, e20230022. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2023-0022pt