Vulnerabilidades de mulheres venezuelanas refugiadas: violências e relações sociais interseccionais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2022-0430pt

Palavras-chave:

relações Interpessoais, Vulnerabilidade em saúde, Violência contra a Mulher, Direitos Humanos, Refugiados

Resumo

Objetivo: Analisar as vulnerabilidades de mulheres venezuelanas considerando suas experiências de violências na situação de refúgio. Método: Estudo qualitativo, desenvolvido com dez (10) mulheres venezuelanas refugiadas na região sul do Brasil, por meio de entrevistas individuais em profundidade. O quadro teórico de análise foi Vulnerabilidade, Direitos Humanos e Interseccionalidade. Resultados: Quanto maior a intensidade da intersecção dos marcadores sociais presentes, como as relações de gênero, raciais, de nacionalidade, geração, culturais, corporais, territoriais e outras, maior a amplitude das experiências vulnerabilizantes nas relações sociais dessas mulheres, produzindo exclusões e violação de direitos. Conclusão: As situações de vulnerabilidades das mulheres que se refugiam acentuam-se à medida que mais ou menos marcadores sociais se interseccionam nas suas experiências de vida e nas relações sociais estabelecidas, provocando impactos que viabilizam a transição de ‘sujeitos vulneráveis para vulnerados’. Conformaram-se assim, relações interseccionais que ora promoveram opressão, ora produziram resiliência e resistência.

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Referências

Publicado

2023-10-27

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Gehlen, R. G. S., Langendorf, T. F., Vieira, L. B., & Padoin, S. M. de M. (2023). Vulnerabilidades de mulheres venezuelanas refugiadas: violências e relações sociais interseccionais. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 57, e20220430. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2022-0430pt