Impacto da COVID-19 sobre doenças de notificação compulsória: um estudo de série temporal
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2024-0098ptPalavras-chave:
Vigilância em Saúde Pública, COVID-19, Dengue, Tuberculose Pulmonar, SífilisResumo
Objetivo: Avaliar o impacto indireto da pandemia da COVID-19 sobre a tuberculose, sífilis congênita, sífilis gestacional e dengue. Método: Estudo epidemiológico, do tipo ecológico, de série temporal. Foi analisado período de 2015–2021, em município de médio porte do Paraná, e comparado ao estado do Paraná e Brasil. Dados foram extraídos do Sistema de Informações de Agravos de Notificação. Calcularam-se taxas brutas e padronizadas de incidência/detecção. Tendências temporais foram elaboradas com modelos de regressão linear. Resultados: Verificou-se aumento nas taxas de sífilis congênita em 2021 (30% dos casos, β = 4,47, IC 95%: 1,24–7,69), sífilis gestacional durante a pandemia (41% dos casos, β = 3,65, IC 95%: 1,08–6,21) e tuberculose (β = 2,48, IC 95%: 1,08–3,88). Houve crescimento da taxa média padronizada para tuberculose (p = 0,022) e sífilis congênita (p = 0,034) nos dois primeiros anos pandêmicos. Conclusão: A COVID-19 impactou indiretamente no controle da tuberculose, sífilis congênita e gestacional no município estudado. As taxas elevadas não seguiram a tendência nacional e estadual e indicam que a vigilância em saúde deve ser municipalizada para as prioridades locais.
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