Impacto da COVID-19 sobre doenças de notificação compulsória: um estudo de série temporal

Autores

  • Pollyanna Kassia de Oliveira Borges Universidade de São Paulo, Faculdade de Saúde Pública, Departamento de Epidemiologia, São Paulo, SP, Brazil.schoolUniversidade Estadual de Ponta Grossa, Departamento de Saúde Pública, Ponta Grossa, PR, Brazil.
  • Camila Marinelli Martins Universidade Estadual de Ponta Grossa, Departamento de Saúde Pública, Ponta Grossa, PR, Brazil.
  • Caroliny Stocco Fundação Municipal de Saúde de Ponta Grossa, Vigilância Epidemiológica, Ponta Grossa, PR, Brazil.
  • Jean Fernando Sandeski Zuber Zuber Fundação Municipal de Saúde de Ponta Grossa, Vigilância Epidemiológica, Ponta Grossa, PR, Brazil.schoolCentro de Testagem e Aconselhamento, Ponta Grossa, PR, Brazil.
  • Wesley Sousa Borges Centro Universitário Unicesumar, Departamento de Ciências da Saúde, Ponta Grossa, PR, Brazil.
  • Erildo Vicente Muller Universidade Estadual de Ponta Grossa, Departamento de Saúde Pública, Ponta Grossa, PR, Brazil.
  • Milene Zanoni da Silva Universidade Estadual de Ponta Grossa, Departamento de Saúde Pública, Ponta Grossa, PR, Brazil.
  • Carlos Eduardo Coradassi Universidade Estadual de Ponta Grossa, Departamento de Saúde Pública, Ponta Grossa, PR, Brazil.
  • Mariele Katherine Jungles Universidade Estadual de Ponta Grossa, Departamento de Saúde Pública, Ponta Grossa, PR, Brazil.
  • Eliseu Alves Waldman Universidade de São Paulo, Faculdade de Saúde Pública, Departamento de Epidemiologia, São Paulo, SP, Brazil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2024-0098pt

Palavras-chave:

Vigilância em Saúde Pública, COVID-19, Dengue, Tuberculose Pulmonar, Sífilis

Resumo

Objetivo: Avaliar o impacto indireto da pandemia da COVID-19 sobre a tuberculose, sífilis congênita, sífilis gestacional e dengue. Método: Estudo epidemiológico, do tipo ecológico, de série temporal. Foi analisado período de 2015–2021, em município de médio porte do Paraná, e comparado ao estado do Paraná e Brasil. Dados foram extraídos do Sistema de Informações de Agravos de Notificação. Calcularam-se taxas brutas e padronizadas de incidência/detecção. Tendências temporais foram elaboradas com modelos de regressão linear. Resultados: Verificou-se aumento nas taxas de sífilis congênita em 2021 (30% dos casos, β = 4,47, IC 95%: 1,24–7,69), sífilis gestacional durante a pandemia (41% dos casos, β = 3,65, IC 95%: 1,08–6,21) e tuberculose (β = 2,48, IC 95%: 1,08–3,88). Houve crescimento da taxa média padronizada para tuberculose (p = 0,022) e sífilis congênita (p = 0,034) nos dois primeiros anos pandêmicos. Conclusão: A COVID-19 impactou indiretamente no controle da tuberculose, sífilis congênita e gestacional no município estudado. As taxas elevadas não seguiram a tendência nacional e estadual e indicam que a vigilância em saúde deve ser municipalizada para as prioridades locais.

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Referências

Publicado

2025-02-17

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Borges, P. K. de O., Martins, C. M., Stocco, C., Zuber, J. F. S. Z., Borges, W. S., Muller, E. V., Silva, M. Z. da, Coradassi, C. E., Jungles, M. K., & Waldman, E. A. (2025). Impacto da COVID-19 sobre doenças de notificação compulsória: um estudo de série temporal. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 58, e20240098. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2024-0098pt