Processo de transição de homens trans: estereótipos de gênero, intervenções e experiências

Autores

  • Flávio Adriano Borges Universidade Federal de São Carlos, Departamento de Enfermagem, São Carlos, SP, Brasil.
  • Bruno Torelli de Camargo Universidade Federal de São Carlos, Departamento de Enfermagem, São Carlos, SP, Brasil.
  • José Francisco Sampaio Souza Universidade Federal de São Carlos, Departamento de Enfermagem, São Carlos, SP, Brasil.
  • Natália Sevilha Stofel Universidade Federal de São Carlos, Departamento de Enfermagem, São Carlos, SP, Brasil.
  • Diene Monique Carlos Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, SP, Brasil.
  • Márcia Niituma Ogata Universidade Federal de São Carlos, Departamento de Enfermagem, São Carlos, SP, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2024-0164pt

Palavras-chave:

Minorias Sexuais e de Gênero, Pessoas Transgênero, Enfermagem, Saúde Pública, Análise Institucional

Resumo

Objetivo: Analisar a percepção de homens trans sobre o processo de transição. Método: Estudo qualitativo, desenvolvido com pessoas transmasculinas de fevereiro a março de 2024. Foram utilizados um questionário e entrevistas semiestruturadas, que foram gravadas e transcritas, sendo analisadas por análise de conteúdo. Os achados foram dialogados com cinco princípios da análise institucional, como instituído, instituinte, institucionalização, implicação e sobreimplicação. Resultados: Participaram das entrevistas 18 pessoas, e a análise dos dados possibilitou a construção de quatro classes: i) Estereótipos de gênero no contexto social; ii) Intervenções físicas e seus contextos; iii) Experiências pessoais, sociais e relação com profissionais de saúde; iv) Sofrimentos relacionados à passabilidade. Conclusão: Não há uma dissociação entre influências sociais e pessoais no processo de transição. Eles esperam que os procedimentos afirmadores de gênero reduzam a disforia e promovam uma harmonia entre autopercepção e heteropercepção. A passabilidade adquirida pode fortalecer a capacidade de lidar com a violência. Ainda, uma rede de apoio ampla e sólida pode favorecer a busca por essas transições, facilitando o diálogo sobre questões de gênero.

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Referências

Publicado

2025-04-28

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Borges, F. A., Camargo, B. T. de, Souza, J. F. S., Stofel, N. S., Carlos, D. M., & Ogata, M. N. (2025). Processo de transição de homens trans: estereótipos de gênero, intervenções e experiências. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 59, e20240164. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2024-0164pt