Análise fleckiana acerca das enfermeiras de saúde pública na legitimação da profissão em Minas Gerais (1940–1970)
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2024-0427ptPalavras-chave:
Características de História de Vida, História da Enfermagem, Enfermagem em Saúde Pública, Processos Grupais, Ocupações em SaúdeResumo
Objetivo: Analisar a trajetória de três enfermeiras – Rosa de Lima Moreira, Isaltina Goulart de Azevedo e Carmelita Pinto Rabelo –, considerando suas atuações em Minas Gerais para a legitimação do coletivo de pensamento da enfermagem, a partir das ideias de Fleck, entre 1940 e 1970. Método: Estudo no campo da história da ciência em interface com a história da enfermagem qualitativo e documental. Foram coletadas fontes de tipologias diversas e de caráter prosopográfico. A análise considerou o referencial de Ludwik Fleck. Resultados: Os achados históricos indicam forte movimentação dessas mulheres em espaços institucionais educacionais e associativos em prol da saúde pública mineira, com agendas para formação de quadros profissionais técnicos na educação sanitária na Escola de Saúde Pública de Minas Gerais, em espaços no âmbito da graduação e pós-graduação na Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais, e militância pela profissão na Associação Brasileira de Enfermagem. Conclusão: O cruzamento das trajetórias mostra que a tríade de enfermeiras mineiras buscou legitimidade para a enfermagem, contribuindo para uma inflexão profissional e epistemológica.
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