Fatores associados à positividade para o SARS-COV-2 em trabalhadores da enfermagem
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2024-0301ptPalavras-chave:
Enfermagem, Infecções por Coronavírus, COVID-19, Pandemias, Vigilância em Saúde do TrabalhadorResumo
Objetivo: Investigar a associação de variáveis sociodemográficas e ocupacionais com a positividade do teste para o SARS-CoV-2 em trabalhadores da enfermagem. Método: Estudo exploratório e analítico realizado com a população de 15.936 trabalhadores. Utilizou-se um banco de dados secundário e os dados foram analisados pela estatística descritiva e inferencial, empregando-se o Modelo de Regressão de Poisson robusto e a significância estatística de 5%. Resultados: Predominaram o sexo feminino (87,3%), a faixa etária de 31 a 59 anos (80,3%), a raça/cor parda (63,4%), os técnicos/auxiliares em enfermagem (69,6%), a função área assistencial (95,1%), o vínculo terceirizado (70,1%) e único (78,2%). A faixa etária de 31 a 59 anos (IC 95% 1,05–1,68) e de 18 a 30 anos (IC95% 1,12–1,84), a raça/cor preta (IC95% 1,02–1,28), ter mais de um vínculo de trabalho (IC 95% 1,14 –1,33) e ter contato com caso confirmado (IC 95% 1,03–1,19) foram associados a infecção na análise multivariada. Conclusão: A detecção da infecção foi associada a trabalhadores adultos, negros, com mais de um vínculo e contato com pessoas infectadas pelo SARS-CoV-2.
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