Manejo clínico e desfechos em casos graves de COVID-19: síndrome do desconforto respiratório agudo em duas ondas

Autores

  • Vanessa Cláudia Souza Borba Universidade Federal de Pernambuco, Faculdade de Medicina, Recife, PE, Brasil.
  • Simone Cristina Soares Brandão Universidade Federal de Pernambuco, Departamento de Clínica Médica, Recife, PE, Brasil. - Universidade Federal de Pernambuco, Programa de Pós-Graduação em Cirurgia, Recife, PE, Brasil.
  • Lúcia Helena de Oliveira Cordeiro Universidade Federal de Pernambuco, Departamento de Clínica Médica, Recife, PE, Brasil.
  • Michele Maria Gonçalves de Godoy Universidade Federal de Pernambuco, Faculdade de Medicina, Recife, PE, Brasil.
  • Maria Cristina Falcão Raposo Universidade Federal de Pernambuco, Departamento de Estatística, Recife, PE, Brasil.
  • Romero Carvalho Coimbra Albêlo Universidade Federal de Pernambuco, Faculdade de Medicina, Recife, PE, Brasil.
  • Marina Gabinio de Araújo Pontes Universidade Federal de Pernambuco, Faculdade de Medicina, Recife, PE, Brasil.
  • Esdras Marques Lins Universidade Federal de Pernambuco, Programa de Pós-Graduação em Cirurgia, Recife, PE, Brasil.
  • Emmanuelle Tenório Albuquerque Madruga Godoy Universidade Federal de Pernambuco, Faculdade de Medicina, Recife, PE, Brasil. - Universidade Federal de Pernambuco, Programa de Pós-Graduação em Cirurgia, Recife, PE, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2024-0213en

Palavras-chave:

Síndrome do Desconforto Respiratório, Respiração Artificial, Resultados de cuidados críticos, Corticosteroides, COVID-19

Resumo

Objetivo: Analisar as mudanças nos fatores epidemiológicos e prognósticos, no manejo clínico e no impacto evolutivo dessas variáveis nos desfechos hospitalares, comparando as duas primeiras ondas da Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) devido à COVID-19 em um centro universitário no Nordeste do Brasil. Métodos: Os pacientes hospitalizados de abril de 2020 a fevereiro de 2021 foram incluídos na amostra da primeira onda; enquanto a segunda onda, de março a agosto de 2021, de acordo com o aumento e a queda de casos em Pernambuco. Estudo prospectivo em que analisamos o perfil clínico, os desfechos e o tratamento em pacientes hospitalizados. Resultados: Entre 176 pacientes, 95 eram da primeira onda e 81 da segunda onda. A mortalidade foi de 35,8%, sendo 47,4% vs. 22,2% (p = 0,001), respectivamente. A idade média foi de 55 anos [IQR: 46–58], sem diferença entre as ondas. A Avaliação Sequencial de Falência de Órgãos (SOFA) foi maior na primeira onda, com mediana de 4 [IQR: 3;7,7] vs. 3 [IQR: 2;5,5] e 5 [IQR: 3;8] vs. 3 [IQR: 2;7], em 24 e 72 horas, respectivamente (p = 0,001). Os pacientes da primeira onda receberam mais ventilação mecânica invasiva (VMI), 68,4% vs. 45,7% (p = 0,002) e hemodiálise, 49,5% vs. 17,7% (p = 0,000), mas menos ventilação não invasiva (VNI), 8,4% vs. 72,5% (p = 0,000) e corticosteroides, 86,6% vs. 96,6% (p = 0,02). Ninguém foi vacinado na primeira onda, enquanto apenas 7 pacientes haviam recebido vacina completa na segunda onda. Conclusões: Os pacientes com SDRA apresentaram menor mortalidade, menos disfunções orgânicas e menor necessidade de VMI e hemodiálise, com maior uso de VNI e corticosteroides na segunda onda.

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Referências

Publicado

2025-06-20

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Borba, V. C. S., Brandão, S. C. S., Cordeiro, L. H. de O., Godoy, M. M. G. de, Raposo, M. C. F., Albêlo, R. C. C., Pontes, M. G. de A., Lins, E. M., & Godoy, E. T. A. M. (2025). Manejo clínico e desfechos em casos graves de COVID-19: síndrome do desconforto respiratório agudo em duas ondas. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 59, e20240213. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2024-0213en