Análise estrutural das representações sociais de mulheres sobre a incontinência urinária

Autores

  • Manuela de Mendonça Figueirêdo Coelho Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE, Brasil.
  • Amanda Holanda de Mesquita Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE, Brasil.
  • Beatriz Alves de Oliveira Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE, Brasil.
  • Camila Barroso Martins Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE, Brasil.
  • Riksberg Leite Cabral Prefeitura Municipal de Maracanaú, Maracanaú, CE, Brasil.
  • Mônica Oliveira Batista Oriá Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE, Brasil.
  • Mariana Cavalcante Martins Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE, Brasil.
  • Janaína Fonseca Victor Coutinho Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE, Brasil.
  • Fabiane do Amaral Gubert Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2024-0433pt

Palavras-chave:

Incontinência Urinária, Estomaterapia, Representação Social, Saúde da Mulher

Resumo

Objetivo: Avaliar a estrutura das representações sociais da incontinência urinária entre mulheres brasileiras. Método: Estudo transversal, que utilizou questionários semiestruturados aplicados online entre setembro de 2021 e junho de 2022. Participaram 796 mulheres brasileiras. Análises léxicas e de similaridade foram realizadas por meio dos softwares EVOC 2000® e IRAMUTEQ®. Palavras evocadas foram organizadas com base em frequência e hierarquia de evocação. Resultados: As análises indicaram que as palavras “urina”, “vergonha”, “xixi”, “desconforto”, “dor”, “incômodo”, “vazamento de urina”, “infecção”, “bexiga”, “ardência”, “escapada”, “medo”, “molhado”, “problema” e “doença” estavam no núcleo central das representações sociais sobre a incontinência urinária. Esses termos foram frequentemente mencionados e apareceram prioritariamente nas respostas. Além do impacto físico, a incontinência urinária foi associada a isolamento social, ansiedade e efeitos negativos na saúde sexual. Conclusão: A incontinência urinária afeta diversos aspectos da vida das mulheres, impondo representações negativas tanto nas dimensões físicas quanto nas emocionais. Este estudo evidenciou a urgência de desestigmatizar a condição e promover abordagens de cuidado mais abrangentes que considerem as complexidades dessas representações sociais.

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Referências

Publicado

2025-07-07

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Coelho, M. de M. F., Mesquita, A. H. de, Oliveira, B. A. de, Martins, C. B., Cabral, R. L., Oriá, M. O. B., Martins, M. C., Coutinho, J. F. V., & Gubert, F. do A. (2025). Análise estrutural das representações sociais de mulheres sobre a incontinência urinária. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 59, e20240433. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2024-0433pt