Análise estrutural das representações sociais de mulheres sobre a incontinência urinária
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2024-0433ptPalavras-chave:
Incontinência Urinária, Estomaterapia, Representação Social, Saúde da MulherResumo
Objetivo: Avaliar a estrutura das representações sociais da incontinência urinária entre mulheres brasileiras. Método: Estudo transversal, que utilizou questionários semiestruturados aplicados online entre setembro de 2021 e junho de 2022. Participaram 796 mulheres brasileiras. Análises léxicas e de similaridade foram realizadas por meio dos softwares EVOC 2000® e IRAMUTEQ®. Palavras evocadas foram organizadas com base em frequência e hierarquia de evocação. Resultados: As análises indicaram que as palavras “urina”, “vergonha”, “xixi”, “desconforto”, “dor”, “incômodo”, “vazamento de urina”, “infecção”, “bexiga”, “ardência”, “escapada”, “medo”, “molhado”, “problema” e “doença” estavam no núcleo central das representações sociais sobre a incontinência urinária. Esses termos foram frequentemente mencionados e apareceram prioritariamente nas respostas. Além do impacto físico, a incontinência urinária foi associada a isolamento social, ansiedade e efeitos negativos na saúde sexual. Conclusão: A incontinência urinária afeta diversos aspectos da vida das mulheres, impondo representações negativas tanto nas dimensões físicas quanto nas emocionais. Este estudo evidenciou a urgência de desestigmatizar a condição e promover abordagens de cuidado mais abrangentes que considerem as complexidades dessas representações sociais.
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