Aspectos clínicos e prognóstico a curto prazo em coorte de pacientes com endocardite infecciosa, São Paulo, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0060enPalavras-chave:
Endocardite, Infecção Hospitalar, Epidemiologia, Mortalidade Hospitalar, Staphylococcus, Staphylococcus aureus Resistente à MeticilinaResumo
Objetivo: Analisar as características clínicas de pacientes com endocardite infecciosa (EI) admitidos em um hospital terciário no Brasil, a mortalidade intra-hospitalar, preditores de readmissão e mortalidade até seis meses após a alta. Método: Estudo de coorte retrospectivo, com coleta de dados de prontuários de pacientes com diagnóstico de EI hospitalizados durante o período do estudo. Para a análise estatística comparativa, os pacientes foram agrupados conforme os desfechos sobrevida e óbito. Resultados: 204 pacientes participaram do estudo. EI associada à assistência à saúde foi responsável por 62,3% dos casos, e Staphylococcus aureus foi o patógeno predominante. A mortalidade foi significativamente associada a complicações como insuficiência cardíaca e choque séptico (p < 0,001). Diabetes mellitus (OR 7,76; p < 0,001) e lesão renal aguda (OR 7,99; p = 0,016) foram fatores de risco independentes para readmissão hospitalar. A mortalidade total foi de 50.9%. Conclusão: A mortalidade de curto prazo foi elevada. Infecções associadas à assistência foram predominantes, e comorbidades e complicações afetaram significativamente a mortalidade em pacientes com EI. A identificação de pacientes de alto risco e a otimização da gestão de cuidados podem melhorar os desfechos.
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