Fragilidade e patência da fístula arteriovenosa em pacientes idosos em hemodiálise: estudo de coorte retrospectivo
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0121enPalavras-chave:
Fístula Arteriovenosa, Diálise Renal, Fragilidade, Constrição Patológica, Patência VascularResumo
Objetivo: Avaliar a correlação entre a fragilidade e o tipo de patência da FAV em pacientes idosos em hemodiálise (HD). Métodos: Estudo de coorte retrospectivo com 89 pacientes, de abril de 2019 a junho de 2022. Foram analisados: 1) características dos pacientes segundo a Escala Clínica de Fragilidade (CFS), 2) Índice de Charlson, 3) localização da FAV (radiocefálica, braquiocefálica, basílica), 4) tipo de patência (primária e assistida), 5) mortalidade. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética do Hospital Universitário Oswaldo Cruz – Universidade de Pernambuco, com registro nº 4.487.269. Resultados: Dos 89 pacientes (idade = 70 ± 8, 64% mulheres, 36% frágeis), 42 (47%) apresentaram patência assistida da FAV, dos quais 26 (62%) eram frágeis. Encontrou-se correlação positiva entre patência assistida e fragilidade (p = 0,043). Durante o seguimento (548 a 938 dias), 33 pacientes (37,1%) faleceram, e os frágeis apresentaram maior prevalência de DRC e maior frequência de patência assistida. Conclusão: A patência assistida foi o tipo mais comum entre os pacientes idosos frágeis em HD. A avaliação da fragilidade pode ser integrada ao protocolo clínico de avaliação de enfermagem nos centros de HD.
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