Preditores de incapacidade funcional em pessoas com acidente vascular cerebral isquêmico: dois a três anos do ictus

Autores

  • Brenda Silva Cunha Universidade Federal da Bahia, Escola de Enfermagem, Salvador, BA, Brasil.
  • Mariana de Almeida Moraes Universidade Federal da Bahia, Escola de Enfermagem, Salvador, BA, Brasil.
  • Liane de Assis Campos Medeiros Universidade Federal da Bahia, Escola de Enfermagem, Salvador, BA, Brasil.
  • Ludimila Santos Muniz Universidade Federal da Bahia, Escola de Enfermagem, Salvador, BA, Brasil.
  • Carlos Antônio de Souza Teles Santos Universidade Federal da Bahia, Escola de Enfermagem, Salvador, BA, Brasil.
  • Maria Cecília Bueno Jayme Gallani Université Laval, Quebec, QC, Canada.
  • Fernanda Carneiro Mussi Universidade Federal da Bahia, Escola de Enfermagem, Salvador, BA, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0150pt

Palavras-chave:

AVC Isquêmico, Pessoas com Deficiência, Terapia trombolítica, Reabilitação, Cuidadores, Enfermagem

Resumo

Objetivo: Analisar fatores clínicos e sociodemográficos associados à incapacidade funcional em pessoas com acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) entre 2 e 3 anos do evento. Método: Coorte prospectiva com 241 participantes. Foram utilizados instrumentos para caracterização sociodemográfica e clínica, a Escala de Rankin-m e um protocolo de ligação telefônica. Os dados foram analisados com testes Qui-quadrado de Pearson ou Exato de Fisher e Modelo de Poisson robusto, com significância de 5%. Resultados: Dos participantes, 62,6% apresentaram Rankin de 0 a 2. A análise multivariada mostrou que maior déficit neurológico (6–13 e ≥14) foi 2,35 (IC 95% 1,13;4,05) e 4,4 (IC 95% 2,09; 6,83) vezes mais associado a incapacidade moderada a grave; não realização de trombólise e recorrência do AVCi foram, respectivamente, 3,02 (IC 95%: 1,32;3,74) e 3,82 vezes (IC 95%: 1,49;3,47) mais associados a incapacidade moderada a grave. Conclusão: O evento impactou a capacidade funcional, com maior déficit neurológico, não realização de trombólise e recorrência do AVC como principais preditores de incapacidade. Estratégias como ampliação da trombólise, atendimento precoce, reabilitação contínua e controle de fatores de risco podem reduzir as incapacidades.

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Referências

Publicado

2025-09-19

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Cunha, B. S., Moraes, M. de A., Medeiros, L. de A. C., Muniz, L. S., Santos, C. A. de S. T., Gallani, M. C. B. J., & Mussi, F. C. (2025). Preditores de incapacidade funcional em pessoas com acidente vascular cerebral isquêmico: dois a três anos do ictus. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 59, e20250150. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0150pt