Diferenças na dor musculoesquelética crônica entre professores universitários brasileiros do sexo masculino e feminino

Autores

  • Mônica Jordão de Souza Pinto Universidade Federal de São Carlos, Programa de Pós-graduação em Enfermagem, São Carlos, SP, Brasil.
  • Inmaculada Failde Universidad de Cádiz, Medicina Preventiva y Salud Pública, Cadiz, Andalucía, España.
  • Priscilla Hortense Universidade Federal de São Carlos, Departamento de Enfermagem, São Carlos, SP, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0263en

Palavras-chave:

Dor Crônica, Docentes, Caracteres Sexuais, Autoeficácia

Resumo

Objetivo: Comparar aspectos sociodemográficos, clínicos, de dor, de trabalho e de autoeficácia entre professores universitários federais brasileiros do sexo masculino e feminino com dor musculoesquelética crônica. Métodos: Este estudo transversal incluiu 974 professores universitários com dor musculoesquelética crônica. Dados coletados: pesquisa online realizada entre janeiro e maio de 2023. Variáveis: características sociodemográficas e clínicas, intensidade da dor, autoeficácia no controle da dor crônica e perda de produtividade no trabalho. As análises estatísticas utilizaram testes t, testes de Mann-Whitney e modelos de regressão. Resultados: As mulheres relataram 27% mais áreas do corpo com dor e uma intensidade de dor 10% maior do que os homens. O uso contínuo de analgésicos foi 53% mais frequente entre as mulheres, que também realizaram 49% mais tratamentos de reabilitação. As mulheres obtiveram pontuações mais baixas em autoeficácia no controle da dor e apresentaram maior perda de produtividade. A região de dor mais comum entre as mulheres foi a região supraescapular, enquanto os homens relataram dor na região lombar. As mulheres usaram mais analgésicos e anticonvulsivantes, e os homens apresentaram taxas mais altas de sobrepeso e obesidade. Conclusões: As mulheres sofrem de dores musculoesqueléticas crônicas mais intensas e generalizadas, utilizam mais medicamentos e reabilitação, e apresentam menor autoeficácia e maior perda de produtividade em comparação aos homens.

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Referências

Publicado

2026-01-23

Edição

Seção

Artigo Original

Como Citar

Pinto, M. J. de S., Failde, I., & Hortense, P. (2026). Diferenças na dor musculoesquelética crônica entre professores universitários brasileiros do sexo masculino e feminino. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 60, e20250263. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2025-0263en